Medicamentos indicados contra verminoses costumam ser administrados em dose única, mas o período pode chegar a três, cinco ou mais dias de acordo com o tipo de parasita e o fármaco escolhido. A definição do esquema cabe ao gastroenterologista, clínico-geral ou pediatra, após confirmação laboratorial ou avaliação de sinais como fome excessiva, perda de peso ou alterações intestinais.
Principais vermífugos e suas características
1. Albendazol
Amplitude de ação: Ascaridíase, Tricocefalíase, Enterobíase, Ancilostomíase, Estrongiloidíase, Teníase e Giardíase.
Posologia usual: 400 mg em dose única para adultos e crianças a partir de 2 anos; pode chegar a três ou cinco dias em infecções específicas.
Efeitos frequentes: dor abdominal, cefaleia, tontura, náusea, vômito, diarreia, urticária e elevação de enzimas hepáticas.
2. Mebendazol
Indicações: Enterobíase, Ascaridíase, Tricocefalíase, Equinococose, Ancilostomíase e Teníase.
Posologia: 100 mg duas vezes ao dia por três dias para pacientes acima de 2 anos.
Efeitos frequentes: cefaleia, tontura, queda de cabelo, desconforto abdominal, febre, exantema, alterações hematológicas e enzimas hepáticas elevadas.
3. Nitazoxanida
Alvo terapêutico: vermes e protozoários como Enterobíase, Ascaridíase, Estrongiloidíase, Ancilostomíase, Tricocefalíase, Teníase, Himenolepíase, Amebíase, Giardíase e outras.
Posologia: 500 mg a cada 12 h por três dias (adultos); em crianças acima de 1 ano, 0,375 mL/kg de solução oral na mesma frequência e duração.
Efeitos frequentes: urina esverdeada, dor abdominal, diarreia, enjoo, vômito, cefaleia, aumento de enzimas hepáticas e anemia.
4. Piperazina
Indicações: Ascaridíase e Enterobíase.
Posologia: para Enterobíase, 65 mg/kg/dia durante sete dias; para Ascaridíase, 3,5 g por dois dias (adultos) ou 75 mg/kg por dois dias (crianças).
Efeitos frequentes: náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, erupções cutâneas, urticária e tontura.
5. Pirantel
Alvo terapêutico: Ancilostomíase, Ascaridíase e Enterobíase.
Posologia: 10 a 11 mg/kg (máx. 1 g) em dose única, com repetição após duas semanas para Enterobíase, se necessário.
Efeitos frequentes: perda de apetite, cólicas, dor abdominal, náusea, vômito, tontura, sonolência e cefaleia.
6. Ivermectina
Indicações: Estrongiloidíase, Oncocercose, Filariose, Escabiose e pediculose.
Posologia: 200 mcg/kg em dose única para adultos e crianças com mais de 15 kg.
Efeitos frequentes: diarreia, enjoo, vômito, fraqueza, dor abdominal, inapetência, constipação, tontura, sonolência, tremores e urticária.
7. Tiabendazol
Alvo terapêutico: Estrongiloidíase, larva migrans cutânea e visceral.
Posologia: 50 mg/kg/dia (máx. 3 g), dividido em duas administrações; duração varia conforme a gravidade.
Efeitos frequentes: náusea, vômito, boca seca, diarreia, perda de peso, dor gástrica, cansaço e tontura.
8. Secnidazol
Indicações: Amebíase e Giardíase.
Posologia: 30 mg/kg em dose única (máx. 2 g) para formas intestinais; na amebíase hepática o tratamento pode durar cinco a sete dias.
Efeitos frequentes: náusea, dor gástrica, gosto metálico, inflamação da mucosa oral, leucopenia e tontura.
Imagem: Internet
9. Metronidazol
Indicações: Amebíase, Giardíase e outras infecções por protozoários, além de ação antibacteriana.
Posologia: Giardíase – 250 mg três vezes ao dia por cinco dias; Amebíase – 500 mg quatro vezes ao dia por cinco a dez dias.
Efeitos frequentes: dor abdominal, enjoo, vômito, diarreia, mucosite oral, gosto metálico, tontura, cefaleia e urticária.
10. Praziquantel
Alvo terapêutico: Esquistossomose, Teníase e Cisticercose.
Posologia: Esquistossomose – 2 a 3 doses de 20 mg/kg no mesmo dia; Teníase – 5 a 10 mg/kg em dose única; Cisticercose – 50 mg/kg/dia divididos em três tomadas por 14 dias.
Efeitos frequentes: dor abdominal, enjoo, vômito, cefaleia, tontura, fraqueza e urticária.
Contraindicações gerais
Vermífugos não são recomendados para crianças menores de 2 anos, gestantes ou lactantes sem avaliação médica. Cada princípio ativo possui restrições adicionais descritas em suas bulas.
Medidas complementares
Opções caseiras, como sementes de abóbora ou infusões de hortelã-pimenta, podem ser usadas apenas como complemento, pois não substituem o tratamento farmacológico.
Prevenção de novas infecções
• Lavar as mãos após usar o banheiro e ao chegar da rua;
• Evitar roer unhas;
• Não andar descalço em solo úmido ou lamacento;
• Consumir água filtrada ou fervida;
• Higienizar frutas e verduras antes do consumo.
Profissionais de saúde recomendam que todos os moradores da casa sigam o esquema antiparasitário quando um caso é detectado, reduzindo o risco de reinfecção.
Com informações de Tua Saúde

