Má postura, sobrecarga da articulação do ombro e traumas estão entre as causas mais frequentes de dor na escápula, segundo especialistas em ortopedia. O desconforto também pode resultar de bursite, levantamento incorreto de objetos pesados, alterações na coluna e fibromialgia. Em situações menos comuns, o sintoma está relacionado a condições internas, como doenças cardíacas, hepáticas ou da vesícula biliar, especialmente quando a dor aparece de forma súbita ou acompanhada de outros sinais clínicos.
Principais causas e orientações
1. Má postura
Longos períodos sentado diante do computador, celular ou tablet geram tensão nos ombros e refletem na escápula. Ajustar a posição de trabalho, apoiar as costas na cadeira e realizar alongamentos orientados por fisioterapeuta ajudam a aliviar o incômodo.
2. Traumas
Quedas, acidentes de trânsito ou lesões esportivas podem provocar fraturas ou comprimir o nervo supraescapular. Após um impacto, o ortopedista solicita exames de imagem; se houver fratura, o tratamento inclui analgésicos, imobilização e, em casos graves, cirurgia.
3. Levantar peso de forma errada
Erro de técnica na musculação, crossfit ou no trabalho favorece lesões musculares ou ligamentares. Recomenda-se compressa morna por 15 minutos duas vezes ao dia, uso de pomada anti-inflamatória prescrita e suspensão temporária do esforço.
4. Uso excessivo da articulação
Movimentos repetitivos — comuns em modalidades como vôlei e basquete ou em profissões como pintor e dentista — podem causar entorses e bursite. Compressa fria nas primeiras 48 horas e repouso reduzem a dor; persistindo o quadro, deve-se procurar avaliação médica.
5. Bursite
Inflamação das bursas que amortecem a articulação provoca dor intensa, sobretudo em clima frio. O tratamento envolve analgésicos, anti-inflamatórios, corticosteroides, gelo por 20 minutos (duas a três vezes ao dia) e fisioterapia.
6. Problemas na coluna
Hérnia de disco cervical, espondilose cervical ou osteoporose podem irradiar dor para a escápula, braços ou dedos, causando formigamento e fraqueza. O diagnóstico é feito pelo ortopedista, que define o manejo adequado.
7. Escápula alada
Quando a omoplata se projeta para fora das costas, gera dor e limitação funcional. A confirmação ocorre por exame físico e eletromiografia. Medicamentos, fisioterapia, imobilização temporária e, ocasionalmente, cirurgia compõem o tratamento.
8. Fibromialgia
Doença reumatológica caracterizada por dor difusa, fadiga, rigidez muscular, cefaleia, alterações de memória e sono. O reumatologista pode prescrever analgésicos, relaxantes musculares, antidepressivos e exercícios regulares.
Imagem: Internet
9. Síndrome da escápula crepitante
Estalos ou crepitação ao mover ombro e braço acompanham dor intensa. Analgésicos, anti-inflamatórios, fisioterapia e cinesioterapia são indicados para fortalecer a musculatura escapular.
10. Doença de Gorham
Condição rara de perda óssea progressiva, também chamada de “Síndrome do Osso Fantasma”, provoca fraturas, defeitos ósseos e inchaço. O ortopedista pode recomendar bifosfonatos ou cirurgia, dependendo da localização e gravidade.
11. Problemas cardíacos
Dissecção da aorta ou infarto podem manifestar dor brusca na escápula, acompanhada de pressão torácica, irradiação para braço, falta de ar, náusea, suor frio ou palidez. Nesses casos, a orientação é buscar pronto-socorro imediatamente.
12. Fígado e vesícula biliar
Pedras na vesícula e doenças hepáticas, como abscesso, hepatite ou câncer, podem causar dor na escápula direita, além de icterícia, enjoo, febre ou diarreia. O clínico geral avalia e direciona o tratamento conforme o diagnóstico.
Diferença entre dor na escápula esquerda e direita
— Lado esquerdo: além de más posturas e traumas, pode sinalizar infarto quando associada a dor no peito, tontura e suor frio.
— Lado direito: além das causas mecânicas, está ligada a bursite e a distúrbios de fígado ou vesícula biliar.
Quando procurar ajuda
Dor persistente ou acompanhada de sinais como dificuldade para mover o braço, formigamento, febre ou sintomas cardíacos exige avaliação médica. Ortopedistas, clínicos gerais ou reumatologistas podem solicitar exames e definir o tratamento, que vai de medidas conservadoras a procedimentos cirúrgicos, conforme a causa.
Com informações de Tua Saúde

