Câimbras atingem muitas gestantes, sobretudo nas pernas, e costumam estar ligadas a sobrecarga muscular, desidratação, deficiência de minerais, problemas circulatórios, postura inadequada ou, mais raramente, trombose venosa profunda. Entenda cada motivo e as orientações para aliviar o desconforto.
1. Sobrecarga e fadiga muscular
O ganho de peso típico da gestação aumenta o esforço dos membros inferiores, provocando tensão e espasmos. Alongar a perna afetada, flexionar o pé em direção ao tornozelo, massagear a região e aplicar compressa morna costumam resolver o episódio.
2. Desidratação
Quando a ingestão de líquidos cai, ocorre desequilíbrio nos sinais nervosos que controlam a contração e o relaxamento dos músculos. A recomendação é beber de oito a 12 copos de água por dia para manter a hidratação adequada.
3. Deficiência de potássio, cálcio ou magnésio
A falta desses minerais interfere diretamente no funcionamento muscular. O obstetra pode solicitar exame de sangue e, se necessário, indicar suplementos ou reforço alimentar com fontes desses nutrientes.
4. Circulação mais lenta
O aumento do volume sanguíneo e as alterações hormonais da gravidez favorecem o inchaço nas pernas, pressionando nervos e vasos. Reduzir o sal, elevar as pernas sempre que possível, usar meias de compressão e caminhar levemente ajudam a melhorar o retorno venoso.
5. Postura e estilo de vida
Permanecer muito tempo em pé, sentada ou trabalhar longas jornadas amplia o risco de cãibras. Exercícios leves regulares e alongamentos, principalmente antes de dormir, estimulam a circulação e diminuem as ocorrências noturnas.
6. Trombose venosa profunda
Embora rara, a formação de coágulo em vasos da perna pode provocar câimbras acompanhadas de dor intensa, inchaço, vermelhidão e veias dilatadas. Nessa suspeita, a orientação é procurar atendimento de urgência.
Imagem: Internet
Quando buscar atendimento
Repetição frequente das câimbras, presença de inchaço, vermelhidão, dor abdominal forte, sangramento ou contrações exigem avaliação imediata do obstetra. Sintomas abdominais intensos, febre ou corrimento com odor também merecem investigação.
Dicas de prevenção
• Alongar-se diariamente, inclusive antes de dormir;
• Caminhar cerca de 30 minutos, de três a cinco vezes por semana;
• Evitar exercícios extenuantes;
• Beber entre 1,5 e 2 litros de água por dia;
• Não permanecer longos períodos na mesma posição.
Uma alimentação rica em cálcio, potássio e magnésio — presente em banana, abacate, leite, brócolis e oleaginosas — completa o cuidado preventivo.
Casos sem complicações normalmente se resolvem com as medidas citadas, mas o acompanhamento médico é fundamental para descartar problemas mais graves e garantir a segurança da gestação.
Com informações de Tua Saúde

