Asma infantil: sinais, fatores de risco e recomendações de tratamento

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A asma infantil é uma doença crônica que afeta as vias respiratórias de bebês e crianças, gerando chiado, tosse e dificuldade para respirar. O problema pode aparecer já na primeira infância ou manifestar-se apenas na adolescência, exigindo acompanhamento médico contínuo, pois não há cura.

Sintomas mais frequentes

De acordo com especialistas, os indícios mais comuns são:

  • Chiado no peito durante a respiração;
  • Esforço para respirar;
  • Tosse provocada por riso, choro intenso ou atividade física;
  • Tosse persistente mesmo sem gripe ou resfriado.

Principais fatores de risco

A probabilidade de a criança desenvolver asma aumenta quando pelo menos um dos pais é asmático. Fumo dentro de casa, exposição a pelos de animais e predisposição genética também favorecem o quadro.

O que fazer em uma crise

Durante a crise, o pediatra costuma prescrever nebulizações com broncodilatadores, como salbutamol ou albuterol. O procedimento recomendado inclui:

  • Colocar a quantidade de gotas indicada no copo do nebulizador;
  • Adicionar de 5 ml a 10 ml de soro fisiológico;
  • Posicionar corretamente a máscara no rosto da criança;
  • Ligar o aparelho por cerca de 10 minutos ou até o medicamento acabar.

As inalações podem ser repetidas várias vezes ao dia, conforme orientação médica.

Confirmação do diagnóstico

Pneumologistas ou alergologistas pediátricos realizam avaliação clínica e podem solicitar exames como espirometria, radiografia de tórax, análises laboratoriais e, em alguns casos, tomografia computadorizada.

Tratamento e prevenção

O tratamento segue padrões semelhantes aos aplicados em adultos, envolvendo medicamentos e a redução de agentes desencadeadores. Em menores de 3 anos, a nebulização é a via mais indicada; a partir dos 5 anos, a criança pode iniciar o uso da “bombinha”. Corticoides em inalação diária e vacinação anual contra gripe também costumam ser recomendados.

Cuidados no ambiente doméstico

Para reduzir a exposição a alérgenos, especialistas indicam:

  • Usar capas antialérgicas em colchões e travesseiros;
  • Substituir cobertores de pelo por edredons;
  • Lavar a roupa de cama semanalmente em água a 130 °C;
  • Limpar quartos de duas a três vezes por semana com pano úmido e aspirador;
  • Remover tapetes, cortinas e carpetes;
  • Manter bonecos de pelúcia guardados e lavá-los mensalmente;
  • Evitar a entrada de animais no dormitório.

Quando buscar pronto-socorro

É recomendável procurar atendimento de emergência se:

  • Os sintomas persistirem após a nebulização;
  • For necessário aumentar a frequência das inalações além do prescrito;
  • Dedos ou lábios ficarem arroxeados;
  • Houver grande dificuldade para respirar.

Hospitais com pronto-socorro pediátrico, como o Vila Nova Star, em São Paulo, contam com equipes capacitadas para esses casos.

A asma infantil requer monitoramento contínuo e medidas preventivas em casa. Seguir as orientações médicas é fundamental para controlar crises e garantir melhor qualidade de vida às crianças.

Com informações de Tua Saúde

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