Insulina: hormônio, funções, tipos e formas de aplicação

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A insulina é um hormônio fabricado pelo pâncreas que permite a entrada da glicose nas células para produção de energia. Quando essa produção é insuficiente ou inexistente, a glicose se acumula no sangue, quadro que caracteriza o diabetes.

Para que serve

Entre as principais funções da insulina estão:

  • transportar glicose para o interior das células;
  • armazenar glicose no fígado, músculos e tecido adiposo;
  • reduzir a quantidade de açúcar circulante;
  • regular o metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas.

O hormônio age em conjunto com o glucagon, que eleva a glicemia em períodos de jejum, mantendo o equilíbrio dos níveis de açúcar no sangue.

Tipos de insulina e duração de ação

  • Regular (ação curta): início entre 30 e 60 minutos; efeito de 5 a 8 horas;
  • Ultrarrápida: início em 5 a 15 minutos; efeito de 3 a 5 horas;
  • Intermediária (NPH): início entre 1 e 3 horas; efeito de 12 a 18 horas;
  • Análogo inalada de ação ultrarrápida: início em 10 a 15 minutos; efeito de 2 a 3 horas;
  • Longa: início entre 1 e 4 horas; efeito de 20 a 24 horas;
  • Ultraprolongada: início entre 1 e 6 horas; efeito de 36 a 42 horas.

Há ainda a insulina pré-misturada (bifásica), combinação de NPH, NPL e NPA, cujo início pode variar de 5 a 60 minutos e duração de 10 a 24 horas.

Quando é necessária

A insulina sintética é indicada nas seguintes situações:

  • todos os casos de diabetes tipo 1, devido à ausência ou baixa produção hormonal;
  • diabetes tipo 2 com sintomas de hiperglicemia, como sede intensa, aumento de urina e perda de peso;
  • diabetes gestacional, quando duas ou mais medidas de glicemia permanecem acima da meta após 7 a 14 dias sem medicamentos;
  • complicações como cetoacidose diabética ou hiperglicemia hiperosmolar;
  • hiperglicemia relacionada a estresse metabólico em pacientes críticos ou internados;
  • hipercalemia em doença renal em estágio terminal.

A prescrição e o esquema de uso devem ser definidos pelo endocrinologista.

Como aplicar

A aplicação injetável é feita no tecido adiposo subcutâneo com seringa ou caneta, normalmente no abdômen, braços, coxas ou nádegas. A bomba de insulina, fixada na pele, libera doses basais ou em bolus conforme programação individual.

Em caso de suspeita de alteração nos níveis de insulina, a orientação é buscar avaliação médica especializada.

Com informações de Tua Saúde

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