Câncer de mama: veja sintomas, fatores de risco, tipos, diagnóstico e opções de tratamento

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O câncer de mama se desenvolve no tecido mamário e pode atingir mulheres e homens, embora seja mais frequente no público feminino. Alterações no formato da mama ou do mamilo e o aparecimento de nódulo na mama ou axila são sinais que podem indicar a doença. Quanto mais cedo o tumor é detectado, maiores são as chances de cura.

Principais sintomas

De acordo com especialistas, o tumor pode não provocar manifestações nos estágios iniciais. Quando surgem, os indícios mais relatados são:

  • nódulo na mama ou na axila;
  • dor mamária;
  • mudança na posição ou na forma do mamilo;
  • secreção anormal pelo mamilo;
  • vermelhidão na região do mamilo;
  • inchaço ou espessamento da pele da mama;
  • alteração no tamanho ou contorno da mama;
  • ferida na mama ou no mamilo.

Fatores de risco

O desenvolvimento do câncer de mama está relacionado a mutações genéticas somadas a fatores ambientais. As principais condições associadas são:

  • idade acima de 45 anos em mulheres e de 60 anos em homens;
  • histórico pessoal ou familiar de câncer de mama ou ovário, especialmente em parentes de primeiro grau;
  • alterações benignas prévias, como hiperplasia atípica ou carcinoma lobular in situ;
  • menarca antes dos 12 anos e menopausa após os 55 anos;
  • terapia de reposição hormonal por mais de cinco anos;
  • primeira gestação após os 30 anos ou ausência de gravidez;
  • tabagismo, consumo excessivo de álcool, sedentarismo e obesidade;
  • exposição prévia à radioterapia no tórax;
  • uso de estrogênio em hormonioterapia para câncer de próstata, no caso dos homens.

Tipos mais frequentes

  • Carcinoma lobular in situ: alteração considerada fator de risco;
  • Carcinoma ductal in situ: pode evoluir para tumor invasivo se não tratado;
  • Carcinoma ductal invasivo: responsável pela maioria dos casos;
  • Carcinoma lobular invasivo: segundo tipo mais comum;
  • Câncer de mama triplo negativo: células não apresentam receptores de estrogênio, progesterona nem proteína HER2, o que o torna mais agressivo.

Diagnóstico e estadiamento

Mastologista, ginecologista ou clínico geral solicitam exames de imagem — mamografia, ultrassom ou ressonância magnética — e biópsia para confirmar o tumor. O estadiamento considera:

  • Tamanho do tumor (T): T1 (<2 cm), T2 (2–5 cm), T3 (>5 cm) ou T4 (comprometimento de pele ou parede torácica);
  • Comprometimento ganglionar (N): N1 (linfonodos axilares móveis), N2 (linfonodos aderidos) ou N3 (outros linfonodos acometidos);
  • Metástase (M): M1 quando há disseminação para ossos, pulmões, fígado ou outras áreas.

Opções de tratamento

A equipe médica escolhe a terapia conforme o tipo e o estágio do tumor. Entre as abordagens estão:

  • Cirurgia: remoção do tumor, com possibilidade de mastectomia total e reconstrução mamária;
  • Radioterapia: aplicada antes da cirurgia para reduzir o tumor ou depois para eliminar células residuais;
  • Quimioterapia: medicamentos intravenosos ou orais administrados antes ou após a cirurgia, em ciclos de três a seis meses;
  • Terapia hormonal: uso de tamoxifeno ou inibidores da aromatase em tumores sensíveis a hormônios;
  • Terapia alvo: fármacos como trastuzumabe, pertuzumabe, ribociclibe ou bevacizumabe agem em receptores específicos das células cancerígenas.

Prognóstico e prevenção

O câncer de mama pode ser curado, sobretudo quando identificado nos estágios iniciais. Medidas preventivas incluem atividade física regular, controle de peso, moderação no consumo de álcool, abandono do tabaco e acompanhamento médico periódico. Para pessoas com risco genético elevado, podem ser indicados medicamentos preventivos ou, em situações específicas, cirurgia de retirada das mamas.

Com informações de Tua Saúde

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