A influenza B é uma infecção respiratória provocada pelo vírus influenza B, responsável por febre de grau moderado a alto, dor de cabeça, dores musculares, tosse seca e dor de garganta. O agente circula todos os anos, principalmente nos meses de outono e inverno, e costuma atingir com maior frequência crianças e adolescentes, embora também possa acometer adultos e idosos.
Sintomas mais comuns
Os sinais da doença aparecem de maneira súbita e tendem a ser mais intensos nos primeiros dias. Entre eles estão:
- Febre moderada ou alta;
- Calafrios;
- Cefaleia;
- Dores musculares e articulares;
- Cansaço intenso e mal-estar;
- Dor de garganta;
- Tosse seca;
- Coriza ou nariz entupido.
Em crianças, também podem surgir náuseas, vômitos e dor abdominal.
Duração da doença
Na maioria dos pacientes, a gripe do tipo B dura de três a sete dias. Febre e mal-estar costumam ceder após o quarto dia, enquanto tosse e fadiga podem persistir por até duas semanas. Em idosos, crianças pequenas ou pessoas com doenças crônicas, a recuperação tende a ser mais lenta.
Diferença para outros vírus
Ao comparar influenza A e B, a gravidade varia conforme subtipo viral, idade do paciente e necessidade de internação. Estudos indicam que a influenza A (H3N2) costuma gerar mais hospitalizações, mas a influenza B e a A (H1N1) podem levar a desfechos graves, como internação em UTI, ventilação mecânica e óbito. Em crianças de 6 meses a 17 anos e idosos, a influenza B foi associada a maior risco de morte quando comparada ao H3N2.
Já o vírus sincicial respiratório (VSR) provoca quadros semelhantes, porém apresenta maior probabilidade de infecções graves em bebês com menos de seis meses, podendo evoluir para bronquiolite e pneumonia.
Como o contágio ocorre
A transmissão acontece principalmente por gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar. Também é possível se infectar ao tocar superfícies contaminadas e, em seguida, levar a mão à boca, nariz ou olhos. O indivíduo pode transmitir o vírus um dia antes do início dos sintomas e continuar contagioso por até sete dias. Em crianças e pessoas imunossuprimidas, esse período pode ser maior.
Necessidade de isolamento
Autoridades de saúde recomendam distanciamento social desde o aparecimento dos primeiros sinais até pelo menos 24 horas após o fim da febre, sem uso de antitérmicos. A medida reduz a propagação do vírus.
Diagnóstico
Médico clínico geral, pediatra ou infectologista costuma avaliar os sintomas e o histórico do paciente. Para confirmação, podem ser solicitados testes como RT-PCR, exame rápido de antígeno, imunofluorescência, cultura viral ou sorologia, a partir de amostras do trato respiratório.
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Opções de tratamento
O manejo tem como objetivo aliviar sintomas e prevenir complicações. As principais recomendações são:
- Repouso e ingestão de líquidos;
- Uso de paracetamol ou outro analgésico para controlar febre e dores;
- Antivirais específicos, indicados sobretudo a grupos de risco e quando iniciados precocemente.
O tratamento não elimina o vírus de imediato, mas pode reduzir a duração dos sintomas e o risco de agravamento.
Riscos e complicações
Em pessoas saudáveis, a influenza B costuma ter evolução leve a moderada. Entretanto, bebês, idosos, gestantes e pacientes com doenças crônicas ou imunossupressão podem desenvolver pneumonia, desidratação ou piora de enfermidades pré-existentes. Nestes casos, acompanhamento médico é fundamental.
Vacinação
A vacina anual contra a gripe inclui as duas linhagens da influenza B (B/Yamagata e B/Victoria) e os principais subtipos de influenza A. A maioria das formulações disponíveis é quadrivalente. Embora não impeça todas as infecções, o imunizante diminui intensidade dos sintomas e risco de complicações.
Em caso de sintomas graves, duração superior a uma semana ou piora progressiva, a orientação é procurar atendimento médico.
Com informações de Tua Saúde

