Secreção vaginal esverdeada pode indicar infecção e exige avaliação médica

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O aparecimento de corrimento esverdeado costuma ser sinal de infecção na região genital e pode estar ligado a quadros como tricomoníase, vulvovaginite, vaginose bacteriana ou gonorreia. Além da alteração de cor, odor forte, coceira, ardência, inchaço da vulva e dor durante a relação sexual estão entre os sintomas mais relatados.

Principais causas

Tricomoníase – Infecção provocada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. Costuma gerar secreção verde, mau cheiro, dor na relação, irritação e aumento da frequência urinária. O tratamento envolve antibióticos como metronidazol ou tinidazol por 5 a 7 dias, conforme orientação médica.

Vulvovaginite – Inflamação simultânea da vulva e da vagina, que pode ser desencadeada por bactérias, fungos, vírus, parasitas ou reação alérgica a produtos de higiene. Além do corrimento verde, provoca vermelhidão, coceira e sensação de queimação ao urinar. A terapia inclui antibióticos, antifúngicos ou anti-histamínicos, de acordo com a causa.

Vaginose bacteriana – Infecção pelo microrganismo Gardnerella vaginalis. Embora mais conhecida pelo corrimento acinzentado, também pode produzir secreção esverdeada, bolhas na mucosa e odor semelhante a peixe, intensificado após relação sem proteção. O protocolo mais adotado é o uso de metronidazol em comprimidos ou creme vaginal.

Gonorreia – Doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. Em mulheres, pode surgir secreção amarelada ou verde com aspecto de pus, cheiro forte, dor ao urinar e desconforto pélvico. O tratamento requer antibióticos por cerca de 7 a 10 dias e deve ser iniciado rapidamente para evitar complicações.

Corrimento esverdeado sem cheiro

A presença de secreção verde sem odor forte também pode indicar infecção vaginal ou transmissão sexual. Mesmo com poucos sintomas, é fundamental buscar avaliação ginecológica para esclarecer o diagnóstico.

Situação na gravidez

Durante a gestação, corrimento esverdeado não é considerado normal e pode apontar infecções como tricomoníase, vaginose bacteriana, gonorreia ou clamídia. Nessa fase, o obstetra deve ser consultado o quanto antes, pois algumas dessas doenças aumentam o risco de parto prematuro ou ruptura precoce das membranas. A automedicação, inclusive com remédios caseiros, não é recomendada.

Cuidados e tratamento

O tratamento deve ser prescrito por ginecologista, podendo incluir antibióticos, antifúngicos ou anti-histamínicos. Para complementar, medidas caseiras ajudam a aliviar sintomas:

  • Lavar a parte externa da região genital de 2 a 3 vezes ao dia, usando água corrente e sabonete neutro sem perfume.
  • Realizar banhos de assento com água morna ou chá de folhas de goiabeira para reduzir a coceira.
  • Dar preferência a roupas íntimas de algodão, evitando peças sintéticas ou apertadas.

A recomendação é procurar atendimento médico caso o corrimento persista, venha acompanhado de dor, sangramento, desconforto ao urinar ou coceira intensa.

Com informações de Tua Saúde

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