A hepatite B é uma infecção provocada pelo vírus HBV que gera inflamação no fígado e pode evoluir de forma aguda ou crônica. O quadro inicial costuma incluir febre baixa, enjoo, vômito, dor abdominal, fadiga e dores musculares ou nas articulações. À medida que o fígado é afetado, surgem sinais como pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
Como o vírus é transmitido
O contágio ocorre pelo contato com sangue ou fluidos corporais contaminados. Entre as formas mais comuns estão:
- Relação sexual sem proteção (vaginal, anal ou oral), classificando a doença como infecção sexualmente transmissível (IST);
- Compartilhamento de agulhas, seringas, instrumentos de tatuagem, piercing ou acupuntura;
- Uso coletivo de objetos de higiene pessoal cortantes, como lâminas de barbear ou materiais de manicure;
- Transmissão da mãe para o bebê durante o parto ou pela amamentação, situação considerada incomum.
Período de incubação
Os sintomas podem surgir entre um e três meses após a exposição, dentro de um intervalo de incubação que varia de dois a seis meses.
Diagnóstico
Hepatologistas, infectologistas ou clínicos gerais avaliam sintomas, histórico pessoal e profissional, além de solicitarem exames de sangue para detectar antígenos e anticorpos do HBV. Os resultados mais comuns incluem:
- HBsAg reagente: confirma infecção;
- HBeAg reagente: indica alta replicação viral e maior risco de transmissão;
- Anti-HBs reagente: aponta cura ou imunidade adquirida pela vacina;
- Anti-HBc reagente: revela exposição anterior ao vírus.
Exames de função hepática (TGO, TGP, GGT e bilirrubina) e, em alguns casos, biópsia do fígado ajudam a avaliar a extensão dos danos.
Tipos de hepatite B
- Aguda: inflamação por até seis meses, com eliminação espontânea do vírus na maioria dos casos;
- Crônica: presença do HBsAg por mais de seis meses, podendo levar a cirrose e aumentar o risco de câncer hepático.
Tratamento
Na fase aguda, recomenda-se repouso, hidratação, alimentação balanceada e evitar bebidas alcoólicas. Para quadros crônicos, pode ser necessário o uso contínuo de antivirais e imunomoduladores, como interferon e lamivudina, além de acompanhamento médico regular.
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Prognóstico
A hepatite B aguda costuma ter cura espontânea graças à produção de anticorpos pelo próprio organismo. Quando se torna crônica, o vírus pode permanecer no corpo por toda a vida, mas o tratamento adequado ajuda a controlar a doença e, em alguns casos, leva à cura após vários anos.
Prevenção
A vacinação é o método mais eficaz. O esquema prevê três doses: logo após o nascimento (até 12 horas de vida), no segundo mês e no sexto mês. Adultos não imunizados, inclusive gestantes a partir do segundo trimestre, também podem receber a vacina. Outras medidas preventivas incluem:
- Uso de preservativo em todas as relações sexuais;
- Não compartilhar objetos de uso pessoal ou perfurocortantes;
- Garantir a esterilização de materiais em procedimentos como tatuagem, piercing e acupuntura.
Com informações de Tua Saúde

