Belimumabe: medicamento amplia opções contra lúpus sistêmico e nefrite lúpica no Brasil

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O belimumabe, comercializado como Benlysta, é indicado no país para o tratamento do lúpus eritematoso sistêmico (LES) ativo e da nefrite lúpica ativa, sempre em associação à terapia padrão já utilizada por cada paciente.

Como age o fármaco

Trata-se de um anticorpo monoclonal que se liga à proteína BLyS. Ao bloquear essa proteína, o medicamento regula a atividade das células B, reduz a produção de anticorpos e, consequentemente, diminui os autoanticorpos que atacam tecidos e órgãos do próprio organismo.

Apresentações disponíveis

O produto chega às farmácias em duas formas:

  • Pó para infusão intravenosa.
  • Solução injetável subcutânea em caneta auto-injetora.

A aplicação intravenosa deve ser feita por profissionais de saúde. Já a injeção subcutânea pode ser autoadministrada após orientação inicial de um enfermeiro ou médico.

Posologia recomendada

A dose varia conforme a via de administração, o peso corporal e a condição clínica:

  • LES ativo – infusão intravenosa: 10 mg/kg no dia 0, no 14º e no 28º dia; depois, uma infusão a cada quatro semanas.
  • LES ativo – injeção subcutânea: 200 mg uma vez por semana.
  • Nefrite lúpica – infusão intravenosa: 10 mg/kg no dia 0, no 14º e no 28º dia; depois, uma infusão a cada quatro semanas.
  • Nefrite lúpica – injeção subcutânea: 200 mg uma vez por semana ou 400 mg (duas injeções de 200 mg no mesmo dia) uma vez por semana na fase inicial; posteriormente, 200 mg semanais.

Horários, doses e duração do tratamento devem seguir rigorosamente a prescrição médica.

Passo a passo da autoinjeção

Para o uso da caneta auto-injetora, o fabricante recomenda: retirar o dispositivo da geladeira, aguardar 30 minutos em temperatura ambiente, escolher abdômen ou coxa (evitando área a 5 cm do umbigo), higienizar o local, retirar a tampa, posicionar a 90°, pressionar até ouvir dois cliques e descartar o material em recipiente adequado.

Efeitos colaterais

Reações comuns incluem infecções bacterianas (bronquite, cistite), infecções não oportunistas, diarreia, náusea, faringite, nasofaringite, leucopenia, dor nas extremidades, febre, enxaqueca, insônia, depressão e reações no local da injeção. Eventos menos frequentes, porém graves, como anafilaxia, angioedema e pensamentos suicidas, exigem suspensão imediata e procura por atendimento de emergência.

Quem não deve usar

O medicamento é contraindicado para pessoas com histórico de anafilaxia ao produto e para crianças menores de cinco anos. Gestantes, lactantes, pacientes que planejam receber vacina (ou vacinados nos últimos 30 dias), pessoas com dengue ou em uso de outros imunossupressores só podem iniciar o tratamento após avaliação médica detalhada.

Com informações de tuasaude.com

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