Curva glicêmica: teste mede tolerância à glicose e ajuda a detectar diabetes e resistência à insulina

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Brasília, 3 jun 2026 – O exame de curva glicêmica, ou teste oral de tolerância à glicose (TOTG), avalia a capacidade do organismo de processar uma alta carga de açúcar e é solicitado para confirmar casos de diabetes, pré-diabetes, hipoglicemia reativa, resistência à insulina e diabetes gestacional.

Quando o teste é indicado

• Pacientes com glicemia de jejum alterada ou suspeita de diabetes;
• Avaliação de resistência à insulina;
• Investigação de hipoglicemia reativa;
• Rotina de pré-natal, entre a 24ª e a 28ª semana, para identificar diabetes gestacional.

Como o exame é realizado

1. Coleta inicial de sangue, após jejum de 8 a 12 horas;
2. Ingestão de solução com 75 g de glicose fornecida pelo laboratório;
3. Novas amostras uma e/ou duas horas depois. Em gestantes, as duas coletas são padrão.

Valores de referência

Glicemia em jejum (8–12 h):
• Normal: < 100 mg/dL;
• Pré-diabetes: 100–125 mg/dL;
• Diabetes: ≥ 126 mg/dL;
• Gestantes: < 92 mg/dL.

Após ingestão da solução açucarada:
• Normal: < 155 mg/dL (1 h) e < 140 mg/dL (2 h);
• Pré-diabetes: 155–208 mg/dL (1 h) e 140–199 mg/dL (2 h);
• Diabetes: > 209 mg/dL (1 h) e > 200 mg/dL (2 h);
• Gestantes: < 180 mg/dL (1 h) e ≤ 153 mg/dL (2 h).

Quando o resultado aponta “tolerância diminuída à glicose”, o risco de evoluir para diabetes é elevado, sendo classificado como pré-diabetes. Para confirmar o diagnóstico, o médico solicita uma nova dosagem de glicemia em jejum em outro dia.

Orientações pré-exame

• Jejum de 8 a 12 horas, com ingestão apenas de água;
• Manter a alimentação habitual nos três dias anteriores, consumindo pelo menos 150 g de carboidratos diários;
• Evitar cigarro durante o período de jejum;
• Exercícios físicos leves são permitidos, mas deve-se evitar esforço intenso imediatamente antes do teste;
• Informar ao laboratório qualquer medicamento em uso ou intercorrência de saúde recente.

Importância na gestação

No pré-natal, o TOTG é essencial para diagnosticar a diabetes gestacional. A hiperglicemia materna pode gerar crescimento excessivo do bebê, aumentar o risco de pré-eclâmpsia e provocar complicações no parto, por isso o rastreamento é recomendado universalmente entre a 24ª e a 28ª semana.

Os resultados são liberados em tabelas ou gráficos, permitindo ao médico visualizar a variação da glicose e definir condutas de tratamento ou monitoramento.

Com informações de Tua Saúde

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