Dengue: sintomas, formas de transmissão, diagnóstico e medidas de prevenção

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A dengue é uma infecção viral transmitida pelo Aedes aegypti que costuma provocar febre acima de 39 °C, dor de cabeça, mal-estar, dores no corpo, manchas vermelhas na pele, náusea, vômitos e diarreia. A doença pode evoluir para formas graves entre o 3º e o 7º dia de sintomas, período conhecido como fase crítica.

Principais sinais

A febre costuma surgir primeiro e dura de dois a sete dias. Outros sintomas frequentes incluem dor atrás dos olhos, perda de apetite e dores articulares. Caso apareçam dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou sonolência, é recomendável procurar atendimento de emergência por risco de progressão para dengue hemorrágica.

Formas graves

Na dengue hemorrágica podem ocorrer sangramentos, queda de pressão, falta de ar, dor no peito, confusão mental ou convulsões. Esses quadros representam emergência médica.

Crianças e bebês

Em crianças pequenas, a doença pode não apresentar sintomas inicialmente. Quando surgem, costumam ser febre alta, irritabilidade, sonolência e falta de apetite, exigindo avaliação pediátrica, sobretudo em períodos de aumento de casos na região.

Dengue, Zika e Chikungunya: diferenças

As três doenças virais são transmitidas pelo mesmo mosquito. Na dengue, a febre é sempre alta; na Zika, é baixa ou ausente; na Chikungunya, é alta e de início súbito. As dores articulares tendem a ser moderadas na dengue, leves na Zika e intensas na Chikungunya.

Diagnóstico

Médicos infectologistas ou clínicos gerais confirmam o quadro por sintomas e exames de sangue, como hemograma e testes específicos para o vírus. Dependendo da gravidade, podem ser solicitados TGO, TGP, ureia, creatinina ou radiografia de tórax.

Transmissão

O vírus é passado principalmente pela picada do Aedes aegypti infectado. Transmissão vertical (mãe-bebê), transfusões de sangue, transplantes ou acidentes com agulhas contaminadas são menos comuns.

Tratamento

Na maioria dos casos, o cuidado envolve antitérmicos, analgésicos, repouso e hidratação. Situações graves podem exigir internação, hidratação intravenosa e transfusões de sangue ou plaquetas.

Alimentação e cuidados em casa

Recomenda-se dieta leve, rica em proteínas, vitamina C e ferro, além de ingestão elevada de líquidos. Frituras, fast food, embutidos e alimentos açucarados devem ser evitados.

Complicações possíveis

Além da forma hemorrágica e da desidratação grave, podem ocorrer alterações respiratórias, neurológicas, hepáticas, renais e cardíacas.

Prevenção

Medidas recomendadas:

  • uso de repelente;
  • instalação de telas em portas e janelas;
  • fechar portas e janelas no início e no fim do dia;
  • uso de mosquiteiro para dormir;
  • roupas de mangas longas e calças;
  • eliminação de água parada em vasos, pneus, baldes e garrafas.

Vacina

A vacina Qdenga é oferecida pelo SUS a pessoas de 4 a 60 anos, independentemente de infecção prévia.

Em geral, a recuperação leva cerca de uma semana após o início dos sintomas, com melhora gradual depois que a febre cessa, entre o 3º e o 7º dia.

Com informações de tuasaude.com

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