A dieta cetogênica, também chamada de “keto”, baseia-se em restringir drasticamente carboidratos — entre 20 g e 50 g por dia — e aumentar a ingestão de gorduras e moderar proteínas. Esse padrão alimentar é orientado por médicos e nutricionistas para fins como perda de peso, tratamento de epilepsia resistente e auxílio em casos de síndrome dos ovários policísticos.
Como o método age no organismo
Com a redução de carboidratos, o corpo passa a produzir energia a partir da queima de gordura, processo que gera corpos cetônicos. A adaptação pode levar dias ou semanas e costuma provocar cansaço e dor de cabeça nos primeiros momentos.
Alimentos liberados
Entre os itens recomendados estão carnes bovina, suína, aves, ovos, peixes gordurosos (salmão, sardinha, truta) e frutos do mar. Verduras pobres em carboidratos — espinafre, brócolis, pepino, couve-flor —, frutas como abacate, coco e frutas vermelhas, laticínios integrais, oleaginosas, sementes e óleos (azeite, óleo de coco, de abacate) também integram as opções. Bebidas permitidas incluem água, café e chás sem açúcar.
Itens que devem ser evitados
Ficam fora do cardápio cereais (arroz, trigo, aveia, milho), tubérculos (batata, mandioca), leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico), açúcares e produtos açucarados, além de bebidas alcoólicas. Frutas não citadas na lista de permitidas, alimentos dietéticos adoçados e mel também são restringidos.
Exemplo de cardápio para três dias
• Dia 1: ovos fritos com queijo no café da manhã; salmão com aspargos e abacate no almoço ou jantar.
• Dia 2: omelete com tomate e suco de morango na primeira refeição; salada de frango, castanhas e parmesão na principal.
• Dia 3: vitamina de abacate com iogurte ao despertar; almôndegas com “macarrão” de abobrinha e queijo na refeição principal.
Benefícios apontados
Entre as vantagens observadas estão redução de convulsões em epilepsia, maior saciedade para emagrecimento, melhora de glicemia e sensibilidade à insulina em diabetes tipo 2 controlada, possíveis efeitos positivos em doenças neurodegenerativas e auxílio no manejo da síndrome dos ovários policísticos. Pesquisas preliminares investigam ainda o impacto sobre tumores, mas faltam estudos robustos em humanos.
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Riscos e contraindicações
No longo prazo, a dieta pode favorecer esteatose hepática, perda de massa muscular, cálculos renais, doenças cardiovasculares e carências de micronutrientes. Náusea, fadiga, tontura e constipação são comuns no início. O plano não é indicado para maiores de 65 anos, gestantes, lactantes, crianças, adolescentes e pessoas com condições como diabetes tipo 1, pancreatite, insuficiência hepática ou renal, problemas cardíacos e distúrbios do metabolismo de carnitina. Sempre é preciso acompanhamento profissional.
A adesão deve ocorrer apenas após avaliação individual com nutricionista, que ajustará a quantidade de carboidratos e, se necessário, recomendará suplementação de vitaminas e minerais.
Com informações de Tua Saúde

