A dificuldade para engolir, tecnicamente chamada de disfagia, é um sinal que merece atenção médica. O sintoma pode surgir por alterações no esôfago, na garganta ou no sistema nervoso e está associado a condições como refluxo gastroesofágico, infecções, envelhecimento, doenças autoimunes, acidente vascular cerebral e até câncer. Além da sensação de alimento “parado”, podem ocorrer azia, tosse, fraqueza muscular, tremores, visão dupla e assimetria facial.
Especialistas recomendam procurar um clínico geral diante do problema. O tratamento varia conforme a causa e inclui mudanças na alimentação, medicamentos, exercícios de fonoaudiologia, fisioterapia ou cirurgia.
1. Refluxo gastroesofágico
Inflamações crônicas provocadas pelo refluxo podem formar cicatrizes e estreitar o esôfago. Orientações médicas envolvem ajustes na dieta, evitar deitar logo após as refeições, uso de inibidores de acidez — como omeprazol ou pantoprazol — e, em quadros graves, cirurgia.
2. Infecções
Candidíase, herpes, tuberculose, citomegalovírus, mononucleose e histoplasmose podem inflamar o revestimento esofágico. O tratamento depende do agente causador e pode incluir analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos, antivirais, hidratação e repouso.
3. Envelhecimento
Mudanças fisiológicas naturais — como perda de elasticidade dos tecidos, sarcopenia e atraso no reflexo de deglutição — explicam a presbifagia primária. Medicamentos, desnutrição, perda de dentes e demência podem agravar o quadro. Avaliação de clínico geral ou geriatra define a conduta.
4. Esclerose múltipla
Doença autoimune que ataca a bainha de mielina, gera lesões no sistema nervoso central e dificulta engolir e falar. Pode ser tratada com metilprednisolona, interferon beta, alentuzumabe, azatioprina, ciclofosfamida, além de fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e atividade física.
5. Miastenia gravis
Interrompe a comunicação entre nervos e músculos, provocando cansaço na mastigação, fraqueza e disfagia. O manejo inclui inibidores da colinesterase, corticoides, imunossupressores, fisioterapia e, em alguns casos, cirurgia.
6. Acidente vascular cerebral (AVC)
Lesões cerebrais podem comprometer o controle da mastigação, dos lábios, língua e faringe. Fisioterapia, fonoaudiologia e estimulação cognitiva ajudam na recuperação funcional.
7. Doença de Parkinson
Alterações nos músculos responsáveis pela mastigação e propulsão do alimento dificultam a deglutição. Neurologistas costumam prescrever levodopa, carbidopa, fisioterapia e terapia ocupacional.
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8. Esclerose lateral amiotrófica (ELA)
A degeneração dos neurônios motores afeta a deglutição. Medicamentos para conter a progressão da doença, além de fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e apoio psicológico são indicados.
9. Acalásia
Ausência dos movimentos naturais do esôfago gera perda de peso, dor no peito e tosse noturna. O gastroenterologista pode propor dilatação com balão, aplicação de toxina botulínica ou cirurgia.
10. Distrofia muscular
Fraqueza generalizada atinge também os músculos da deglutição. Esteroides, imunossupressores, antibióticos, fisioterapia motora e respiratória, terapia ocupacional e atividade física moderada retardam a evolução.
11. Espasmos esofágicos
Contrações anormais dificultam a passagem de alimento e causam dor torácica. Tratamento inclui bloqueadores de canais de cálcio, inibidores da bomba de prótons, antidepressivos, toxina botulínica ou miotomia nos casos severos.
12. Câncer
Tumores de esôfago, tireoide, cabeça ou pescoço podem comprimir ou bloquear o canal alimentar. Oncologistas avaliam com exames de imagem e biópsia. O tratamento varia entre cirurgia, quimioterapia e radioterapia, conforme tipo, localização e estágio da doença.
Diante de qualquer dificuldade recorrente para engolir, o encaminhamento precoce ao médico aumenta as chances de identificar a causa e iniciar o tratamento adequado.
Com informações de tuasaude.com

