Pediatras chamam atenção para a hipotermia em recém-nascidos e lactentes, quadro definido quando a temperatura corporal cai para menos de 36,5 °C. A condição é mais recorrente em prematuros, cuja relação entre superfície corporal e peso favorece a perda de calor, sobretudo em ambientes frios.
Como reconhecer
Sinais de hipotermia incluem pele fria em rosto, braços e pernas, coloração azulada, reflexos reduzidos, vômito, hipoglicemia e diminuição da produção de urina. A confirmação deve ser feita com termômetro colocado na axila.
Faixas de gravidade
• Hipotermia leve: 36 °C a 36,4 °C
• Hipotermia moderada: 32 °C a 35,9 °C
• Hipotermia grave: abaixo de 32 °C
Riscos associados
Sem tratamento rápido, o bebê pode desenvolver insuficiência respiratória, alterações no ritmo cardíaco e aumento da acidez sanguínea, situações potencialmente fatais.
O que fazer em casa
Ao detectar temperatura baixa, recomenda-se aquecer a criança com roupa adequada, gorro e manta. Caso o bebê não se aqueça ou apresente dificuldade para sugar, tremores, movimentos diminuídos ou extremidades azuladas, deve ser levado a um serviço médico.
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Atendimento especializado
Se a temperatura permanecer abaixo de 36,5 °C e os sintomas persistirem, o pediatra deve ser procurado. Hospitais com pronto-socorro pediátrico dispõem de incubadoras e podem investigar causas como hipoglicemia, distúrbios metabólicos, problemas neurológicos ou cardíacos.
Prevenção: como vestir o bebê
Especialistas recomendam roupas de manga e calça compridas, gorro e meias para recém-nascidos. Luvas são indicadas quando o ambiente está abaixo de 17 °C. O excesso de roupa, porém, pode provocar superaquecimento. Para avaliar, coloque o dorso da mão no pescoço e no peito da criança: suor indica roupa em excesso; braços ou pernas frios sugerem a necessidade de mais uma camada.
Com informações de Tua Saúde

