Brasília – O infarto agudo do miocárdio, popularmente conhecido como ataque cardíaco, ocorre quando o fluxo de sangue é interrompido parcial ou totalmente em uma ou mais artérias coronárias, provocando morte de células do músculo cardíaco. A obstrução costuma ser consequência do acúmulo de placas de gordura (aterosclerose) ou de espasmos nas artérias, e exige atendimento médico imediato.
Principais sinais de alerta
Os sintomas mais frequentes incluem:
- dor em aperto no lado esquerdo do peito, com possível irradiação para braço esquerdo ou direito, pescoço, costas ou queixo;
- palidez facial;
- náusea;
- suor frio;
- tontura;
- sensação de formigamento ou queimação em braço ou mandíbula;
- falta de ar;
- mal-estar geral.
Em geral, o desconforto se instala de maneira gradual e persiste por mais de 20 minutos. Casos de evolução súbita e rápida piora são chamados de infarto fulminante. Em mulheres, é comum que a manifestação principal seja dor abdominal, peso nos braços ou tontura, o que pode levar à confusão com gastrite, gases ou ansiedade.
Diagnóstico no pronto-socorro
No hospital, o médico baseia o diagnóstico na descrição dos sintomas e em exames como eletrocardiograma (ECG) e dosagens de troponina, marcador de dano cardíaco.
Quem corre maior risco
Entre os fatores que elevam a probabilidade de infarto estão:
- histórico pessoal ou familiar de infarto;
- tabagismo;
- pressão arterial elevada;
- diabetes;
- colesterol LDL alto ou HDL baixo;
- triglicerídeos aumentados;
- obesidade abdominal e síndrome metabólica;
- doenças autoimunes como lúpus ou artrite reumatoide;
- uso de drogas ilícitas;
- sedentarismo, estresse e dieta pobre em frutas e vegetais.
Opções de tratamento
A equipe de cardiologia trabalha para restabelecer o fluxo sanguíneo e minimizar complicações. As abordagens incluem:
Imagem: Internet
- Medicação – antiagregantes (ácido acetilsalicílico), anticoagulantes (heparina), opioides (morfina), nitratos (nitroglicerina), estatinas e fármacos para redução de pressão e esforço cardíaco, como betabloqueadores ou inibidores da ECA. Agentes trombolíticos, como alteplase ou tenecteplase, podem ser administrados para dissolver o coágulo.
- Oxigenoterapia – cateter nasal, máscara ou ventilação mecânica aumentam a oferta de oxigênio e aliviam a sobrecarga do coração.
- Procedimentos invasivos – cateterismo e angioplastia com stent desobstruem a artéria comprometida. Em determinadas situações, indica-se cirurgia de revascularização miocárdica (ponte de safena).
Como reduzir as chances de um ataque cardíaco
Medidas preventivas recomendadas pelos especialistas:
- manter peso adequado;
- praticar atividade física ao menos três vezes por semana;
- abandonar o cigarro;
- controlar pressão arterial e colesterol, seguindo prescrição médica;
- tratar adequadamente o diabetes;
- moderar consumo de álcool e evitar drogas;
- gerenciar estresse e ansiedade;
- realizar check-up anual com clínico geral ou cardiologista.
Possíveis complicações
Quando não tratado rapidamente, o infarto pode desencadear arritmias, insuficiência cardíaca, pericardite, alterações em válvulas cardíacas, choque cardiogênico ou parada cardíaca. Por isso, a orientação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) aos primeiros sintomas e iniciar massagem cardíaca caso ocorra perda de consciência até a chegada da equipe de socorro.
O rápido reconhecimento dos sinais, a busca imediata por atendimento e a adoção de hábitos saudáveis são as principais estratégias para reduzir a mortalidade e evitar recorrências.
Com informações de Tua Saúde

