O melanoma nodular, variante agressiva do câncer de pele, pode ser curado quando identificado nos estágios iniciais. O tumor costuma aparecer como um nódulo elevado e firme, de crescimento rápido, com coloração preta, vermelha ou semelhante ao tom da pele.
Principais sinais
De acordo com especialistas, os indícios mais comuns incluem:
- nódulo em forma de cúpula, geralmente simétrico e maior que 6 mm;
- superfície lisa, áspera, crostosa ou parecida com verruga;
- coceira, ardência, sangramento ou ferida no local;
- predomínio em áreas expostas da cabeça e do pescoço.
Como é feito o diagnóstico
Dermatologistas ou oncologistas avaliam a lesão por meio de dermatoscopia. A confirmação depende de biópsia por excisão, que remove toda a área suspeita com margem de segurança. Exames complementares — ultrassonografia de linfonodos, tomografia computadorizada, PET-CT ou ressonância magnética — podem ser solicitados para verificar metástases.
Fatores de risco e causas
O tumor resulta da proliferação descontrolada dos melanócitos na epiderme. Ainda não se conhece a mutação exata que desencadeia o processo, mas a exposição excessiva à radiação ultravioleta, histórico familiar de melanoma e características como pele clara, cabelos loiros ou ruivos, olhos claros e sardas aumentam a probabilidade de desenvolvimento da doença.
Opções de tratamento
O plano terapêutico varia conforme a extensão do câncer:
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- Cirurgia: remoção completa do nódulo com 2 a 3 cm de margem de tecido sadio. Se a excisão inicial for insuficiente, pode haver nova intervenção ou radioterapia complementar.
- Imunoterapia: medicamentos como ipilimumabe e nivolumabe estimulam o sistema imunológico a combater células tumorais, indicados para doença avançada ou adjuvante pós-cirurgia.
- Terapia alvo: inibidores de BRAF e MEK agem sobre mutações específicas das células de melanoma, poupando tecidos saudáveis.
- Quimioterapia: fármacos como dacarbazina ou temozolomida são usados para destruir ou impedir a multiplicação celular.
- Radioterapia: empregada em estágios avançados ou após a retirada cirúrgica para reduzir o risco de recidiva.
O sucesso do tratamento depende diretamente do diagnóstico precoce; por isso, qualquer alteração cutânea suspeita deve ser avaliada por um especialista.
Com informações de Tua Saúde

