Ministério da Saúde reforça que gonorreia deve ser tratada com antibióticos específicos e parceiros também precisam de cuidado

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A gonorreia, infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, é combatida principalmente com antibióticos. O protocolo brasileiro aponta a ceftriaxona em dose única como primeira escolha para casos na uretra, colo do útero, reto e faringe.

Como é feito o tratamento

Injetáveis: a ceftriaxona é aplicada por via intramuscular. Em situações de infecção disseminada ou conjuntivite gonocócica em recém-nascidos, pode ser administrada diretamente na veia. Pessoas alérgicas a cefalosporinas podem receber gentamicina.

Orais: azitromicina em dose única, doxiciclina nos casos de coinfecção por clamídia ou ciprofloxacino em regiões sem alta resistência bacteriana. Outras opções, como cefixima, zoliflodacina e gepotidacina, ainda não têm aval no Brasil.

Supergonorreia amplia necessidade de combinação de fármacos

Quando a bactéria apresenta resistência — quadro chamado de supergonorreia —, médicos definem esquemas combinados e de maior duração conforme testes de sensibilidade e protocolos vigentes.

Pomadas não funcionam

Especialistas alertam que cremes tópicos não eliminam a infecção, já que a bactéria se multiplica internamente. Apenas antibióticos sistêmicos, orais ou injetáveis, são eficazes.

Cuidados durante o uso de antibióticos

• Seguir exatamente a prescrição e não interromper a medicação antes do prazo.

• Evitar relações sexuais até a confirmação de cura.

• Garantir que parceiros recebam tratamento para prevenir reinfecção.

• Não recorrer à automedicação nem reutilizar antibióticos guardados.

Sinais de melhora ou agravamento

Diminuição da dor ao urinar, do corrimento e da dor de garganta indicam resposta positiva ao tratamento. Persistência ou aumento desses sintomas, febre, sangramento vaginal, dor testicular, inchaço e dores articulares mostram possível falha terapêutica.

Complicações possíveis

Tratamento inadequado pode levar a doença inflamatória pélvica, epididimite com risco de infertilidade, disseminação bacteriana pelo sangue, artrite séptica e maiores complicações na gestação e para o recém-nascido.

Exames de controle após o término do esquema antibiótico confirmam a eliminação da bactéria e evitam complicações de longo prazo.

Com informações de Tua Saúde

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