Sentir necessidade de ir ao banheiro várias vezes ao dia pode ser apenas efeito do alto consumo de líquidos, mas também pode indicar problemas como infecção urinária, incontinência ou diabetes. Especialistas ouvidos pelo portal Tua Saúde listaram 13 motivos que explicam o aumento da frequência urinária e orientam sobre como agir em cada situação.
1. Excesso de líquidos e alimentos ricos em água
Beber muita água, café, chá, bebidas alcoólicas ou ingerir alimentos com alto teor hídrico eleva naturalmente a produção de urina. Nesse caso, a urina costuma ser clara e sem odor.
O que fazer: reduzir cafeína, álcool e refrigerantes, além de manter hidratação equilibrada e prática regular de atividade física.
2. Uso de medicamentos diuréticos
Fármacos como furosemida, espironolactona e hidroclorotiazida, além de alguns anti-hipertensivos, ansiolíticos e remédios para dormir, podem aumentar a eliminação de líquidos.
O que fazer: informar o médico sobre a mudança para avaliar ajuste de dose ou troca do medicamento.
3. Infecção urinária
Dor, ardor e baixo volume de urina, mesmo com forte vontade de urinar, sugerem infecção.
O que fazer: procurar urologista ou clínico geral para exames e, se necessário, iniciar antibióticos.
4. Diabetes mellitus e diabetes insipidus
Níveis altos de glicose ou alterações no hormônio antidiurético elevam o volume urinário.
O que fazer: seguir tratamento médico, que pode incluir medicamentos, insulina e mudanças no estilo de vida.
5. Incontinência urinária
Caracterizada por perda involuntária de urina, é mais comum em mulheres grávidas ou após a menopausa e em homens submetidos a cirurgias prostáticas.
O que fazer: exercícios de Kegel, fisioterapia ou cirurgia, conforme orientação médica.
6. Hiperplasia prostática
O aumento benigno da próstata afeta homens a partir dos 45 anos e causa jato fraco, dificuldade para urinar e idas noturnas ao banheiro.
O que fazer: avaliação urológica para definir tratamento com medicamentos, antibióticos ou cirurgia.
7. Bexiga hiperativa
Caracteriza-se por urgência repentina para urinar, mesmo com bexiga parcialmente vazia.
O que fazer: plano terapêutico pode incluir exercícios de Kegel, fisioterapia, medicamentos e, em casos graves, cirurgia.
8. Gravidez
No primeiro e no terceiro trimestres, hormônios e pressão do útero aumentam a vontade de urinar.
Imagem: Internet
O que fazer: esvaziar bem a bexiga, evitar cafeína e manter hidratação adequada. Dor ou ardor exigem avaliação médica para descartar infecção.
9. Ansiedade ou estresse
Hormônios liberados em situações de tensão estimulam a bexiga.
O que fazer: técnicas de relaxamento, meditação ou apoio psicológico, caso o sintoma persista.
10. Cistite intersticial
Inflamação crônica não infecciosa provoca dor pélvica e aumento da frequência urinária, inclusive à noite.
O que fazer: fisioterapia pélvica, medicamentos anti-inflamatórios e ajustes na dieta para evitar irritantes.
11. Insuficiência renal leve
No início da doença, o rim perde a capacidade de concentrar a urina, gerando maior volume.
O que fazer: acompanhamento com nefrologista, controle da pressão e dieta adequada.
12. Adoçantes artificiais e irritantes da bexiga
Aspartame, sacarina, corantes, além de alimentos ácidos ou picantes, podem estimular a bexiga, sobretudo em pessoas sensíveis.
O que fazer: evitar os desencadeadores e manter alimentação equilibrada.
13. Baixa saturação de oxigênio
Problemas como apneia do sono, doença pulmonar crônica ou exposição a grandes altitudes alteram a ação do hormônio antidiurético e aumentam a produção de urina.
O que fazer: buscar avaliação médica se houver falta de ar, dor de cabeça ou cansaço excessivo.
Especialistas recomendam procurar um urologista sempre que a necessidade frequente de urinar causar desconforto ou vier acompanhada de dor, ardor, sangue na urina ou dificuldade para segurar o jato. O médico poderá solicitar exames para identificar a causa e indicar o tratamento mais adequado.
Com informações de Tua Saúde

