O polimetilmetacrilato (PMMA) – composto plástico em microesferas – permanece autorizado no Brasil apenas para correção de lipodistrofia em pessoas vivendo com HIV/AIDS. O Ministério da Saúde também admite a aplicação em perdas de volume causadas por doenças como a poliomielite. Fora desses casos, a substância é desaconselhada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para fins estéticos ou reparadores.
Riscos associados
Entre as complicações listadas por especialistas estão necrose de pele ou músculos, reações alérgicas severas, infecções, inflamação crônica, insuficiência renal, hipercalcemia, formação de nódulos e deformidades irreversíveis. Há relatos de embolia gordurosa, cegueira e óbito.
Como é aplicado
O PMMA é injetado no tecido subcutâneo com formulações que geralmente incluem lidocaína para anestesia e algum veículo (colágeno bovino, carboximetilcelulose ou hidroxietilcelulose). Como não é absorvido pelo organismo, o efeito é permanente; os resultados costumam aparecer entre um e dois meses. Antes do primeiro procedimento, recomenda-se um teste cutâneo de alergia feito quatro semanas antes.
Limites de uso
CFM e SBCP alertam que o produto não deve ser aplicado em grandes áreas, como glúteos ou panturrilhas, devido ao risco elevado de enrijecimento dos tecidos e necrose.
Quem não pode receber PMMA
A substância é contraindicada para menores de 18 anos, gestantes, lactantes, pessoas com diabetes, histórico de cicatrizes hipertróficas, alergia à lidocaína ou ao colágeno bovino, além de pacientes que fizeram procedimentos estéticos nos últimos seis meses ou usam imunossupressores. Anti-inflamatórios como ácido acetilsalicílico, ibuprofeno e diclofenaco aumentam o risco de sangramento no local da injeção e exigem suspensão prévia.
Imagem: Internet
Em 2025, o CFM solicitou à Anvisa a proibição do PMMA como preenchedor, fundamentando o pedido em evidências técnicas de complicações graves. Até o momento, a agência mantém o uso restrito às indicações já aprovadas.
O atendimento médico imediato é recomendado diante de sinais de infecção, dor intensa, alteração de cor ou temperatura da pele após a aplicação.
Com informações de Tua Saúde

