Cigarro está ligado a 12 doenças graves, de enfisema a câncer de pulmão

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A exposição contínua às substâncias presentes no cigarro – entre elas nicotina, alcatrão, monóxido de carbono e formol – provoca inflamação nos pulmões, nos vasos sanguíneos e em diversos tecidos do corpo. Esse processo está associado a 12 doenças importantes, segundo levantamento reunido por especialistas em saúde.

1. Enfisema pulmonar e bronquite crônica

A fumaça irrita e inflama os brônquios, dificultando a troca de oxigênio e causando falta de ar, tosse persistente e infecções frequentes. Parar de fumar e usar medicamentos inalatórios, como salbutamol, são medidas básicas de tratamento; casos graves podem exigir corticoides ou oxigenoterapia.

2. Infarto e AVC

O tabaco acelera os batimentos, contrai as artérias e eleva a pressão arterial, aumentando o risco de infarto, angina, acidente vascular cerebral, aneurisma e trombose. O cardiologista pode recomendar fármacos antiplaquetários – como ácido acetilsalicílico ou clopidogrel – e, em situações críticas, procedimentos como cateterismo.

3. Impotência sexual

Em homens com menos de 50 anos, o cigarro reduz o fluxo sanguíneo peniano e afeta a produção hormonal, comprometendo a ereção. A interrupção do tabagismo costuma reverter total ou parcialmente o quadro; apoio psicológico ou sexológico pode complementar o tratamento.

4. Artrite reumatoide

Fumar eleva a probabilidade de desenvolver a doença, acentua sua gravidade e diminui a eficácia dos medicamentos. A recomendação principal é cessar o consumo de tabaco e manter acompanhamento com reumatologista.

5. Úlceras gástricas

O cigarro favorece o surgimento de feridas no estômago, retarda a cicatrização e aumenta o risco de complicações digestivas. Antiácidos e bloqueadores da bomba de prótons, como omeprazol, são prescritos por gastroenterologistas, além de ajustes na dieta.

6. Osteoporose

O tabagismo reduz a absorção de cálcio, acelera a perda de massa óssea e eleva a incidência de fraturas. Médicos podem indicar alendronato, ácido zoledrônico e suplementação de cálcio e vitamina D, além de exercícios e exposição segura ao sol.

7. Alterações visuais

Substâncias tóxicas da fumaça aumentam o risco de catarata e degeneração macular, doenças que comprometem a visão. A avaliação oftalmológica define a necessidade de cirurgia ou outras intervenções.

8. Déficits de memória

A circulação cerebral prejudicada e a inflamação aceleram lapsos de memória e aumentam a possibilidade de demência, incluindo Alzheimer. Parar de fumar e manter hábitos saudáveis ajudam a proteger o cérebro.

9. Complicações na gravidez

Fumar diminui a oferta de oxigênio e nutrientes ao feto, elevando o risco de aborto espontâneo, restrição de crescimento e parto prematuro. Terapias de cessação do tabagismo podem ser adotadas durante o pré-natal, sob orientação médica.

10. Câncer de bexiga

Substâncias cancerígenas do cigarro alcançam as vias urinárias e permanecem em contato com a bexiga, favorecendo tumores. Hematúria, dor abdominal e urgência urinária são sinais de alerta. O tratamento pode envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia.

11. Câncer de cabeça e pescoço

A fumaça provoca inflamação nas mucosas da boca, garganta e laringe, podendo evoluir para câncer. Feridas que não cicatrizam, rouquidão persistente e dificuldade para engolir exigem avaliação de otorrinolaringologista ou oncologista.

12. Câncer de pulmão

As mesmas substâncias tóxicas que inflamam as vias aéreas alteram o DNA das células pulmonares e aumentam o risco de tumor. Tosse persistente, falta de ar e perda de peso são sintomas frequentes. O tratamento varia entre cirurgia, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia, conforme o estágio.

Além dessas enfermidades, a Organização Mundial da Saúde ressalta que o tabaco eleva as chances de quase 20 outros tipos de câncer, como estômago, intestino, rins, pâncreas e colo do útero, devido a mais de 60 agentes cancerígenos presentes na fumaça.

Parar de fumar continua sendo a estratégia mais eficaz para reduzir riscos. Adesivos e pastilhas de nicotina, grupos de apoio e acompanhamento psicológico podem auxiliar no processo de cessação.

Com informações de Tua Saúde

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