Infecção por vírus sincicial respiratório exige atenção redobrada em bebês, crianças e idosos

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O vírus sincicial respiratório (VSR) provoca infecções no trato respiratório de pessoas de todas as idades, mas oferece risco maior a bebês com menos de 6 meses, crianças pequenas e idosos. Entre os sinais mais comuns estão nariz escorrendo ou entupido, tosse, febre e dificuldade para respirar. Médicos reforçam que a avaliação deve ser imediata ao surgirem os primeiros sintomas, para evitar complicações como bronquiolite, pneumonia ou insuficiência respiratória.

Principais sintomas

A infecção pode evoluir gradualmente. Inicialmente, aparecem coriza, espirros, dor de garganta, dor de cabeça ou no corpo e febre. Conforme o quadro se agrava, surgem respiração acelerada, chiado no peito e perda de apetite. Em bebês, pais e cuidadores devem observar irritabilidade, dificuldade para mamar e sonolência excessiva.

Grupos de maior risco

Crianças com menos de 2 anos, portadoras de doença pulmonar crônica ou cardiopatia congênita, correm risco elevado de desenvolver bronquiolite ou pneumonia. Nesses casos, podem ocorrer dedos ou lábios arroxeados, costelas evidentes na inspiração, apneia e sonolência acentuada. Idosos também sofrem maior impacto por causa da natural queda de imunidade.

Diagnóstico

O reconhecimento da doença é clínico, feito pelo pediatra, clínico geral ou infectologista. Quando necessário, o profissional solicita radiografia de tórax ou exame de PCR para confirmar a presença do vírus.

Transmissão

O VSR espalha-se principalmente por gotículas de saliva expelidas ao tossir, espirrar ou falar. Objetos e superfícies contaminados — brinquedos, copos ou talheres — mantêm o vírus ativo por até 24 horas. O período de incubação varia de 4 a 5 dias. A circulação aumenta no inverno e no início da primavera, quando ambientes fechados e tempo seco favorecem a disseminação.

Tratamento

O manejo depende da orientação médica e busca aliviar sintomas e evitar complicações:

  • Lavagem nasal com soro fisiológico 0,9 % para fluidificar secreções;
  • Hidratação intensificada, incluindo oferta de leite materno ou fórmula aos bebês e cerca de 2 litros de água diários para adultos;
  • Medicamentos como paracetamol ou ibuprofeno (analgésicos e antitérmicos), broncodilatadores e antibióticos se houver infecção bacteriana associada; ribavirina pode ser prescrita em casos graves pediátricos;
  • Fisioterapia respiratória para remoção de secreções;
  • Oxigenoterapia em internação quando há insuficiência respiratória.

Prevenção

Medidas de higiene seguem sendo a principal barreira contra o vírus: lavar as mãos com frequência, usar álcool em gel, higienizar brinquedos, evitar tocar olhos, boca e nariz após contato com superfícies e manter ambientes ventilados.

Vacinação

A vacina Abrysvo, disponível no Sistema Único de Saúde, é indicada em dose única para gestantes entre a 24ª e a 36ª semana de gestação. Os anticorpos gerados passam ao bebê pela placenta, protegendo recém-nascidos e lactentes até 6 meses contra quadros graves. O imunizante também tem liberação para adultos a partir de 18 anos, inclusive idosos, reduzindo o risco de complicações.

Em bebês prematuros ou portadores de doença pulmonar crônica ou cardiopatias congênitas, pediatras podem recomendar a administração de anticorpos monoclonais, como palivizumabe ou nirsevimabe, para reforço adicional.

Na presença de sintomas como coriza, tosse persistente ou dificuldade para respirar, é recomendável procurar avaliação médica imediata.

Com informações de Tua Saúde

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