Plantas medicinais em forma de chá podem auxiliar no controle do colesterol

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Uma série de plantas medicinais apresenta propriedades hipolipemiantes e pode ser usada em chás para complementar o tratamento contra o colesterol alto, segundo compêndio disponível em plataforma especializada em saúde. A ingestão dessas bebidas deve ocorrer sob orientação médica e não substitui terapias já prescritas.

Principais opções de chá e modo de preparo

Alcachofra – Depurativa e antioxidante, contribui para reduzir o excesso de colesterol, controlar a pressão arterial e evitar aterosclerose. Para preparar, adicione 1 colher de chá (5 g a 6 g) de folhas secas a 1 litro de água fervente, deixe em infusão por 5 minutos, coe e beba de duas a três xícaras ao dia antes das refeições. É contraindicada a pessoas com câncer no fígado, insuficiência hepática, hepatite, usuários de anticoagulantes, crianças menores de 12 anos, gestantes e lactantes.

Dente-de-leão – Seus compostos antioxidantes ajudam a impedir o acúmulo de gorduras nos vasos sanguíneos. Misture 1 colher de sopa da raiz triturada em 200 ml de água fervente, aguarde 10 minutos, coe e tome até três xícaras diárias. Não deve ser utilizada por quem tem hipersensibilidade à planta, obstrução dos ductos biliares, oclusão intestinal, gestantes ou lactantes.

Cúrcuma – A curcumina exerce efeito antioxidante e cardioprotetor. Para o chá, use 1 colher de chá de pó em 150 ml de água fervente, deixe por 10 minutos e beba três xícaras por dia entre as refeições. É contraindicada em casos de obstrução das vias biliares por pedra na vesícula e para pessoas em uso de anticoagulantes; gestantes e lactantes só devem consumir com aval médico.

Erva-mate – Rica em saponinas, diminui a absorção intestinal de gorduras. Coloque três colheres de chá da erva em 500 ml de água fervente, espere amornar, coe e ingira até 1,5 litro por dia. Não é indicada a gestantes, lactantes e pessoas com ansiedade, insônia, gastrite, úlceras, refluxo ou hipertensão não controlada, devido ao teor de cafeína.

Chá verde – Catequinas e flavonoides presentes na planta reduzem LDL e triglicerídeos. Adicione 1 colher de sopa de folhas a 240 ml de água fervente, aguarde 10 minutos, coe e beba morno, até quatro xícaras diárias entre as refeições. Gestantes, lactantes, indivíduos com insônia, gastrite, úlceras, hipertensão, usuários de anticoagulantes e pessoas com hipotireoidismo devem evitar.

Chá vermelho (pu-er) – Contém teobromina e antioxidantes que favorecem a eliminação de colesterol pelas fezes. Ferva 1 litro de água, acrescente 2 colheres de sopa do chá, tampe por 10 minutos, coe e beba três xícaras ao dia. Contraindicado a gestantes, lactantes, pessoas com insônia, gastrite, refluxo, hipertensão ou problemas cardíacos.

Capim-limão – Limoneno e geraniol presentes na planta evitam a oxidação de gorduras. Para preparar, coloque 1 colher de chá de folhas picadas em 1 xícara de água fervente, tampe por 10 minutos, coe e tome de três a quatro xícaras ao dia. Não é recomendado a gestantes, lactantes, menores de 18 anos e pessoas com doenças cardíacas, renais ou hepáticas.

Ruibarbo – Age sobre o metabolismo lipídico e ajuda a prevenir aterosclerose, AVC e infarto. Cozinhe o talo em água por 10 minutos após a fervura, coe e consuma quente ou frio, sem adoçar. Alérgicos à planta, bebês, crianças, gestantes, lactantes e pessoas com problemas renais ou hepáticos devem evitar.

Berinjela – As antocianinas reduzem LDL e triglicerídeos. Ferva a berinjela picada e as folhas por 15 minutos, tampe até amornar, coe e beba; recomendação de 1 xícara ao dia, por no máximo sete dias consecutivos. Contraindicado a crianças, pessoas com gastrite, úlceras, pancreatite ou alergia ao alimento; gestantes e lactantes só com liberação médica.

Folhas de goiaba – Ricas em flavonoides como quercetina e miricetina, diminuem LDL e triglicerídeos. Ferva meio litro de água, desligue o fogo, acrescente 1 colher de sopa de folhas frescas, tampe por 5 a 10 minutos, coe e tome de duas a três vezes ao dia. Não deve ser usada por crianças, gestantes, lactantes, pessoas alérgicas à planta ou com prisão de ventre.

Hábitos que potencializam o efeito dos chás

Especialistas recomendam associar a ingestão dessas bebidas a medidas como prática de atividade física de 45 minutos, três a quatro vezes por semana; redução do consumo de gorduras saturadas e açúcares; aumento da ingestão de ômega-3, fibras, frutas e vegetais; e hidratação adequada.

O acompanhamento médico segue indispensável para avaliação de exames, ajuste de medicamentos e monitoramento de possíveis interações ou efeitos adversos decorrentes do uso das plantas.

Com informações de Tua Saúde

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