O refluxo em bebês, caracterizado pelo retorno de leite ou alimentos à boca após a deglutição, costuma provocar irritabilidade, choro intenso e sono agitado. Em situações graves, pode levar a dificuldades na alimentação, pneumonia por aspiração e episódios de apneia.
Principais sinais de alerta
De acordo com especialistas, os sintomas que costumam acompanhar o refluxo incluem:
• Golfadas ou vômitos;
• Irritabilidade e choro constante;
• Sono fragmentado;
• Engasgos, tosse frequente e rouquidão;
• Dificuldade para ganhar peso.
Se essas manifestações persistirem ou se as golfadas continuarem após o primeiro ano de vida, o pediatra ou gastroenterologista pediátrico deve ser procurado.
O que provoca o refluxo
A condição é atribuída, na maioria dos casos, à imaturidade do trato gastrointestinal. Prematuridade, obesidade, paralisia cerebral, asma, alergias alimentares, síndromes genéticas — como a de Down — e histórico familiar de refluxo aumentam a probabilidade de ocorrência.
Como o diagnóstico é fechado
O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e no histórico do bebê. Quando necessário, o médico solicita exames de imagem, como ultrassom abdominal ou tomografia computadorizada, para afastar outras doenças com quadro semelhante, incluindo obstrução intestinal ou hidrocefalia.
Abordagens de tratamento
Na maioria das vezes, o refluxo desaparece entre seis meses e um ano de idade sem intervenção específica. Quando os sintomas são intensos, o profissional pode indicar fórmulas antirregurgitação (AR) ou hidrolisadas e, em menor escala, medicamentos antiácidos — ranitidina ou omeprazol — e procinéticos, como domperidona. Casos resistentes podem requerer correção cirúrgica.
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Cuidados em casa
Medidas simples ajudam a reduzir os episódios: alimentar o bebê sem pressa, evitar balançá-lo após as mamadas, mantê-lo na posição vertical por cerca de 30 minutos para facilitar o arroto, não apertar o abdome com roupas justas e manter o ambiente livre de fumaça de cigarro.
Possíveis complicações
Sem controle, o refluxo pode resultar em esofagite, anemia, desnutrição e atraso no desenvolvimento, além de infecções respiratórias, como pneumonia por aspiração.
Ao notar vômitos frequentes associados a engasgos, tosse ou dificuldade no ganho de peso, a orientação é buscar avaliação médica imediata para investigação e definição da conduta adequada.
Com informações de Tua Saúde

