A doença de Parkinson é um distúrbio neurodegenerativo que compromete os movimentos corporais, provocando tremores em repouso, rigidez muscular, lentidão motora e perda de equilíbrio. A enfermidade não tem cura, mas terapias farmacológicas, fisioterapia e procedimentos cirúrgicos podem amenizar os sintomas e retardar a progressão do quadro.
Sintomas mais comuns
Entre as manifestações iniciais estão:
- Tremores em repouso;
- Lentidão dos movimentos;
- Rigidez dos músculos;
- Dificuldade para caminhar;
- Postura flexionada;
- Perda de equilíbrio e reflexos.
Com a evolução da doença podem surgir prisão de ventre, retenção urinária, diminuição das expressões faciais, alterações da fala, dificuldade para engolir, engasgos frequentes, disfunção sexual e depressão. Os sintomas costumam aparecer de forma gradual e agravar-se com o tempo.
Confirmação do diagnóstico
O diagnóstico é realizado por um neurologista por meio de exame físico, avaliação clínica e histórico familiar. Não há teste laboratorial específico; exames de imagem, como ressonância magnética ou tomografia computadorizada, podem ser solicitados para descartar outras condições, incluindo AVC ou demência de corpos de Lewy.
Possíveis causas
O Parkinson envolve acúmulo da proteína alfa-sinucleína na substância negra do cérebro, levando à morte de neurônios produtores de dopamina, substância essencial para o controle do movimento. Estudos apontam três fatores que podem contribuir para esse acúmulo:
- Alterações genéticas, a exemplo da mutação no gene PARK-1;
- Exposição a toxinas ambientais, como herbicidas e pesticidas;
- Desbalanços no eixo microbiota-intestino-cérebro.
Opções de tratamento
O manejo terapêutico deve ser individualizado e orientado por neurologista. Entre as principais intervenções estão:
1. Medicamentos
Levodopa associada à carbidopa é o esquema mais usado para elevar os níveis de dopamina e controlar os movimentos. Podem ser prescritos ainda rivastigmina, domperidona, biperideno, amantadina, selegilina, bromocriptina ou pramipexol, conforme necessidade clínica.
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2. Fisioterapia
Sessões regulares com exercícios posturais, respiratórios e técnicas de relaxamento ajudam a manter a autonomia do paciente e reduzirem limitações funcionais.
3. Estimulação cerebral profunda
Indicada para casos avançados, a cirurgia insere eletrodos em regiões específicas do cérebro conectados a um gerador implantado no tórax. Os impulsos elétricos enviados ao tecido cerebral diminuem tremores e melhoram a qualidade de vida.
Prognóstico
O Parkinson é crônico e, até o momento, sem cura. Entretanto, a combinação de medicamentos, fisioterapia e, quando indicado, intervenção cirúrgica, pode controlar sintomas e preservar a independência do paciente por longos períodos.
Com informações de Tua Saúde

