Neurologistas indicam uma sequência de intervenções para controlar os sintomas do mal de Parkinson, que vão de fármacos específicos a técnicas cirúrgicas, passando por acompanhamento multiprofissional. A escolha depende do estágio da doença, da resposta do paciente e da presença de condições associadas.
1. Medicamentos antiparkinsonianos
As combinações carbidopa + levodopa ou benserazida + levodopa, distribuídas pelo Sistema Único de Saúde, figuram como primeira linha para reduzir tremores e lentidão motora. Outras substâncias, como selegilina, amantadina e pramipexol, podem ser associadas. Se houver depressão, agitação ou insônia, o neurologista adiciona antidepressivos, antipsicóticos ou ansiolíticos.
2. Fisioterapia
Iniciada logo após o diagnóstico, a fisioterapia busca ampliar força, coordenação e amplitude articular, além de prevenir quedas e contraturas.
3. Fonoaudiologia
O trabalho do fonoaudiólogo visa aperfeiçoar fala, comunicação e deglutição, reduzindo rouquidão e risco de engasgos.
4. Terapia ocupacional
O terapeuta ocupacional orienta adaptações para atividades diárias, como vestir-se, escovar os dentes ou usar talheres. Também treina o uso de dispositivos como andadores e cadeiras de rodas.
5. Atividade física
Caminhada, pilates, ioga, alongamentos, hidroginástica e natação são recomendados para manter mobilidade, força muscular e equilíbrio. Os exercícios devem ser supervisionados por profissional de educação física.
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6. Acompanhamento nutricional
O nutricionista ajusta a dieta para aliviar azia, constipação e falta de apetite. Em estágios avançados, sugere preparações de fácil deglutição, como sopas espessas, purês e carnes desfiadas.
7. Estimulação cerebral profunda
Quando as medicações deixam de surtir efeito, pode-se implantar eletrodos em áreas cerebrais afetadas, técnica que diminui ou reverte sintomas motores.
Opções complementares
Alimentos ricos em vitamina E, chá de folhas de maracujá e sessões de acupuntura podem ser utilizados como suporte para aliviar ansiedade, rigidez e dor, mas não substituem o tratamento médico.
Com informações de Tua Saúde

