A dor no lado esquerdo do peito nem sempre está ligada a problemas cardíacos, mas exige atenção. Especialistas alertam que o desconforto pode decorrer de questões simples, como excesso de gases, ou representar emergências, como o infarto. Conheça as seis causas mais frequentes e saiba o que fazer em cada situação.
Quando procurar atendimento imediato
Segundo médicos, é indicado ir ao hospital se a dor for muito intensa, durar mais que alguns minutos ou vier acompanhada de falta de ar e formigamento no braço. O mesmo vale para idosos e portadores de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes ou colesterol alto, que devem passar por um eletrocardiograma para descartar alterações cardíacas.
1. Excesso de gases
O acúmulo de gases intestinais é uma das causas mais comuns de dor no peito. O incômodo costuma ser leve, dura minutos ou horas e melhora após a eliminação de gases ou evacuação. Pode haver leve inchaço abdominal e ruídos intestinais.
O que fazer: massagens na barriga e dobrar as pernas sobre o abdômen ajudam a liberar o gás preso e reduzir o desconforto.
2. Ansiedade ou ataque de pânico
Situações de estresse intenso podem provocar dor pontada no peito, formigamento generalizado e sensação de sufocamento, quadro que se confunde com infarto, mas difere pela intensidade e pelo contexto emocional.
O que fazer: buscar um local tranquilo, respirar fundo, ouvir música relaxante ou ingerir chá de passiflora, valeriana ou camomila. Caso a dor persista por mais de 15 minutos ou haja dúvida sobre infarto, é recomendável procurar assistência médica.
3. Refluxo gastroesofágico
O retorno do ácido do estômago ao esôfago pode provocar contrações involuntárias e dor sentida no peito. Outros sinais incluem azia, queimação, sensação de bolo na garganta e desconforto estomacal.
O que fazer: chá de gengibre pode aliviar a inflamação. Mudanças na dieta e uso de antiácidos ou protetores gástricos devem ser orientados por gastroenterologista, após exames como endoscopia.
4. Angina pectoris
A redução do fluxo sanguíneo ao músculo cardíaco gera dor que dura de 5 a 10 minutos e pode irradiar para braço ou pescoço. É mais frequente em fumantes, hipertensos e pessoas com colesterol elevado.
O que fazer: consultar cardiologista para exames, como eletrocardiograma. O tratamento inclui ajuste no estilo de vida e medicamentos. Sem controle, a angina pode evoluir para infarto, arritmia ou AVC.
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5. Inflamação do coração
Miocardite e pericardite surgem após infecções virais, bacterianas ou fúngicas sem tratamento adequado. Além da dor, podem ocorrer batimentos irregulares, tontura e falta de ar.
O que fazer: qualquer suspeita de inflamação cardíaca requer avaliação urgente em pronto-socorro ou consulta com cardiologista.
6. Infarto
Emergência mais grave entre as causas listadas, o infarto é comum em quem apresenta hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo, sedentarismo ou obesidade. A dor é forte, em aperto, associada a formigamento no braço, falta de ar, tosse e possíveis desmaios.
O que fazer: chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) ou dirigir-se ao hospital imediatamente. Se a pessoa nunca teve infarto e não é alérgica, podem ser oferecidos 300 mg de aspirina (três comprimidos de AAS) para afinar o sangue. Pacientes já diagnosticados podem usar nitratos prescritos, como Monocordil ou Isordil.
Importância de avaliação especializada
Dores persistentes, que pioram com esforço ou apresentam sintomas associados, devem ser examinadas por cardiologista. Em São Paulo, o Hospital São Luiz Itaim, da Rede D’Or, é citado como referência em cardiologia.
Atualizações de orientações médicas e científicas sobre dor torácica são realizadas periodicamente para garantir informações precisas.
Com informações de Tua Saúde

