A semaglutida, indicada para o controle do diabetes tipo 2, auxiliar na perda de peso em pessoas com obesidade ou sobrepeso e no tratamento da esteato-hepatite, pode provocar desde reações leves até complicações graves. A lista abaixo reúne 17 efeitos colaterais registrados, além das condutas recomendadas.
Reações mais frequentes
Náusea e vômito — costumam aparecer nas primeiras semanas. Recomenda-se fracionar refeições, comer devagar, evitar deitar após se alimentar e reduzir alimentos gordurosos ou de cheiro forte.
Dor abdominal — geralmente leve a moderada e temporária. Alimentação em porções menores e de fácil digestão, além de chás de gengibre ou hortelã, podem aliviar. Dor súbita e intensa exige avaliação médica para descartar pancreatite, gastroparesia ou cálculos biliares.
Refluxo gastroesofágico — relacionado ao esvaziamento gástrico mais lento. O endocrinologista pode prescrever inibidores de bomba de próton e orientar ajustes na dieta.
Diarreia — mais comum nas quatro primeiras semanas. Hidratação reforçada e alimentos leves são indicados. Persistência ou intensidade elevada requerem reavaliação da dose e, se necessário, uso de antidiarreicos.
Prisão de ventre — pode ocorrer por menor ingestão de fibras e redução da motilidade intestinal. Aumento de líquidos, fibras e atividade física ajuda a normalizar o trânsito; laxativos podem ser prescritos em alguns casos.
Excesso de gases — evitar leguminosas, couve-flor, brócolis e adoçantes como xilitol. Chás digestivos, como erva-cidreira e erva-doce, favorecem a eliminação.
Deficiências nutricionais — decorrentes da redução do apetite, levando a falta de vitaminas, minerais e proteínas. Nutricionista pode propor dieta rica em frutas, vegetais, cereais integrais e, se necessário, suplementação.
Dor de cabeça — considerada comum. Analgésicos como paracetamol ou ibuprofeno podem ser indicados pelo médico.
Fraqueza ou cansaço — costuma ocorrer na fase de adaptação. Manter hidratação e alimentação equilibrada ajuda; sintomas intensos exigem reavaliação da dose.
Reações no local da injeção — dor, coceira, vermelhidão ou hematomas. Compressas frias e rotação semanal dos pontos de aplicação reduzem o incômodo.
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Complicações menos comuns
Hipoglicemia — risco maior quando associada a insulina ou sulfonilureias. Caso oscilação de glicemia ocorra, ingerir fonte de açúcar simples; em níveis abaixo de 55 mg/dL, aplicar glucagon e buscar socorro.
Problemas na vesícula — perda rápida de peso pode favorecer colecistite ou cálculos. Dor no quadrante superior direito, náusea ou icterícia devem ser investigados.
Gastroparesia — caracterizada por estômago “paralisado”, levando a sensação de plenitude constante, náuseas e gases. Procura imediata por atendimento evita complicações; tratamento inclui dieta leve e, em alguns casos, medicamentos pró-cinéticos ou cirurgia.
Pancreatite aguda — considerada rara. Dor abdominal intensa que irradia para as costas, vômito e abdômen distendido exigem ida ao pronto-socorro; manejo é hospitalar, com jejum, hidratação venosa e analgesia.
Reações alérgicas graves — angioedema ou anafilaxia podem surgir. Inchaço de lábios, língua ou garganta e dificuldade para respirar impõem suspensão imediata do fármaco e atendimento emergencial com adrenalina.
Retinopatia diabética — pode surgir ou piorar, sobretudo em quem já apresenta o problema antes de iniciar a terapia. Qualquer alteração súbita na visão deve ser comunicada ao médico para exames oftalmológicos.
Como acompanhar
Pacientes em uso de semaglutida devem manter acompanhamento regular com endocrinologista e relatar qualquer sintoma novo. Ajustes de dose, suporte nutricional e tratamento específico para cada efeito colateral contribuem para a continuidade segura da terapia.
Com informações de Tua Saúde

