Infarto agudo do miocárdio: saiba reconhecer sintomas, causas e formas de tratamento

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Brasília – O infarto agudo do miocárdio (IAM) ocorre quando o fluxo de sangue para o músculo cardíaco é reduzido ou interrompido, provocando morte celular por falta de oxigênio. A condição exige atendimento médico imediato para desobstruir a artéria afetada e restabelecer a circulação.

Principais sinais de alerta

Os sintomas mais frequentes incluem:

  • Dor intensa no lado esquerdo do peito, em forma de aperto;
  • Irradiação da dor para braço esquerdo, axila, ombro, costas, pescoço ou rosto;
  • Desconforto ou queimação na região do estômago sem relação com alimentos;
  • Náusea, suor frio, palidez e sensação de asfixia;
  • Taquicardia, falta de ar, fraqueza, cansaço e ansiedade.

Estudos indicam que homens apresentam com mais frequência suor excessivo e dores nos braços, enquanto mulheres podem relatar dor abdominal, tontura ou peso nos membros superiores, nem sempre acompanhados de dor torácica. Em idosos, falta de ar tende a ser o sintoma predominante.

Diagnóstico no hospital

O cardiologista confirma o IAM por meio de avaliação clínica, eletrocardiograma (ECG) e exames laboratoriais que medem marcadores cardíacos, como CK-MB, mioglobina e troponina. Outros testes, entre eles hemograma, perfil lipídico, ecocardiograma e angiografia, podem complementar a investigação.

Causas e fatores de risco

O infarto é provocado, na maioria dos casos, pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias coronárias, que dificulta ou bloqueia o fluxo sanguíneo. Tabagismo, dieta rica em gorduras e pobre em fibras, sedentarismo, hipertensão, diabetes, obesidade e histórico familiar elevam a probabilidade de ocorrência. Consumo excessivo de álcool ou drogas, como cocaína e maconha, também pode desencadear o quadro.

Como é feito o tratamento

O atendimento hospitalar inicia-se com administração de ácido acetilsalicílico, soro intravenoso e oxigênio. Analgésicos opioides aliviam a dor, enquanto nitroglicerina facilita a dilatação dos vasos. Antiagregantes plaquetários, como heparina ou ticagrelor, são usados antes de procedimentos de desobstrução, realizados por angioplastia ou cirurgia de revascularização (ponte de safena). Na alta, costumam ser prescritos ácido acetilsalicílico, estatinas e medicamentos para controle da pressão arterial.

Medidas de prevenção

Para reduzir o risco de IAM, especialistas recomendam praticar exercícios regularmente, manter alimentação equilibrada, suspender o tabagismo, moderar o consumo de álcool, controlar peso, pressão arterial, diabetes, colesterol e triglicerídeos.

Quando buscar ajuda

Dor súbita no peito que não cede, irradiada para braços ou mandíbula, acompanhada de falta de ar e suor frio, requer acionamento imediato do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ou ida ao pronto-socorro. Em São Paulo, por exemplo, o Hospital São Luiz Itaim, da Rede D’Or, dispõe de equipe especializada para esses casos.

Com informações de Tua Saúde

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