Parada cardiorrespiratória: entenda sintomas, causas e como agir em emergências

Date:

A parada cardiorrespiratória ocorre quando o coração interrompe ou altera seu ritmo de forma a impedir que o sangue alcance órgãos vitais, colocando a vida em risco imediato. O quadro pode surgir subitamente, especialmente em pessoas com doenças cardíacas, insuficiência respiratória ou após acidentes graves, como choques elétricos.

Principais sinais de alerta

Antes da interrupção dos batimentos, podem surgir:

  • Dor intensa no peito, com possível irradiação para abdômen ou costas;
  • Dor de cabeça forte;
  • Falta de ar ou dificuldade para respirar;
  • Visão turva ou embaçada;
  • Suor frio e palpitações.

Considera-se emergência quando a pessoa está desacordada, não reage a estímulos, não respira e está sem pulso.

Procedimento de socorro

O protocolo recomendado prevê:

  1. Chamar pela vítima para verificar consciência;
  2. Aproximar o rosto do nariz e da boca e observar se o tórax se move.

Se houver respiração, a vítima deve ser colocada na posição lateral de segurança e a equipe médica acionada. Sem respiração, deve-se solicitar ajuda imediatamente e iniciar a massagem cardíaca:

  • Deitar a pessoa de barriga para cima sobre superfície rígida;
  • Posicionar as duas mãos sobre o centro do tórax, uma sobre a outra, dedos entrelaçados;
  • Realizar compressões verticais, mantendo os braços estendidos, até afundar o tórax cerca de 5 cm, em ritmo de duas compressões por segundo, até a chegada do resgate.

O socorrista pode alternar 30 compressões com duas ventilações boca a boca. Caso não se sinta seguro para ventilar, as compressões contínuas devem prosseguir.

Causas mais comuns

A parada cardiorrespiratória resulta de alterações elétricas no coração. Entre os fatores de risco destacados pela comunidade médica estão:

  1. Arritmias: em especial a fibrilação ventricular, considerada maligna;
  2. Doença coronariana: placas de colesterol que dificultam o fluxo sanguíneo no músculo cardíaco;
  3. Choque: redução brusca no fornecimento de oxigênio e acúmulo de toxinas;
  4. Insuficiência respiratória: dificuldade de troca gasosa, aumentando dióxido de carbono no organismo;
  5. Estresse excessivo ou exercício extenuante: mais raro, mas possível em indivíduos com histórico de problemas cardíacos;
  6. Sedentarismo: favorece ganho de peso, tabagismo, consumo de álcool e dieta inadequada, elevando o risco cardiovascular.

Tratamento e prevenção

O atendimento inicial visa restabelecer o ritmo cardíaco por meio de massagem externa ou desfibrilador. Após a reversão, exames identificam a causa do evento. Dependendo do diagnóstico, o paciente pode receber marcapasso ou cardiodesfibrilador implantável (CDI).

Para reduzir o risco de novos episódios, recomenda-se tratar condições cardíacas pré-existentes, adotar hábitos saudáveis e controlar fatores de estresse.

Busca por atendimento especializado

Qualquer sintoma de dor torácica intensa, falta de ar, formigamento, visão embaçada ou suor frio exige avaliação rápida por cardiologista. Em São Paulo, o Hospital São Luiz Itaim, da Rede D’Or, é citado como referência em cardiologia.

Com informações de tuasaude.com

Share post:

Subscribe

spot_imgspot_img

Popular

More like this
Related

7 exercícios para fortalecer o trapézio e melhorar a postura

Profissionais de educação física apresentam uma lista com sete...

Treino de costas: 12 exercícios recomendados para fortalecer a região e corrigir postura

Profissionais de educação física destacam que um treino de...

Tocilizumabe é usado contra artrite, arterite de células gigantes e COVID-19; veja indicações e posologia

O tocilizumabe, comercializado como Actemra, é um anticorpo monoclonal...