Sangramento após a relação sexual: 12 possíveis causas e orientações de tratamento

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O sangramento vaginal que acontece durante ou logo depois da relação sexual — chamado de sangramento pós-coito — pode variar de discreto a intenso. Em quadros recorrentes, associados a dor pélvica, febre, corrimento incomum ou desconforto durante o ato, ginecologistas recomendam avaliação imediata. As abordagens médicas incluem desde lubrificantes e estrogênio vaginal até antibióticos e remoção de pólipos, dependendo da causa.

1. Ectrópio cervical

Quando células do interior do colo do útero ficam expostas na parte externa, tornam-se mais frágeis e sangram com o contato. Exames em dia e descartar câncer costumam bastar; cauterização ou crioterapia são opções se o sangramento persistir.

2. Síndrome geniturinária da menopausa

A queda de estrogênio na menopausa deixa os tecidos vaginais finos e secos, favorecendo fissuras e sangramentos. Hidratantes, lubrificantes e estrogênio vaginal em baixa dose são indicados; terapia hormonal sistêmica pode ser considerada quando outros sintomas climatérios estão presentes.

3. Cervicite

Inflamação do colo do útero, muitas vezes ligada a clamídia ou gonorreia, causa sangramento pós-coito, corrimento amarelado e dor. O tratamento é feito com antibióticos e inclui parceiros sexuais para evitar reinfecção.

4. Doença inflamatória pélvica (DIP)

Infecção que se estende aos órgãos reprodutivos superiores. Além do sangramento, pode provocar dor pélvica, febre e corrimento anormal. Antibióticos de amplo espectro por pelo menos 14 dias são recomendados; casos graves podem exigir internação.

5. Vaginite

Infecções como tricomoníase, vaginose bacteriana ou candidíase inflamam a vagina, deixando-a sensível. Metronidazol, tinidazol ou antifúngicos resolvem a maioria dos quadros, e produtos irritantes devem ser evitados.

6. Doenças dermatológicas vulvovaginais

Líquen escleroso e líquen plano afinam e racham a pele, que sangra com atrito. Corticosteroides tópicos potentes são a primeira linha de tratamento e acompanhamento prolongado é necessário.

7. Pólipos cervicais

Pequenas formações benignas no colo do útero contêm vasos frágeis. São retiradas em consultório, geralmente por torção ou corte, e o material segue para análise laboratorial.

8. Trauma vaginal ou cervical

Relações bruscas, lubrificação insuficiente, corpos estranhos ou DIU mal posicionado podem lesionar os tecidos. A conduta varia de lubrificante e práticas sexuais mais suaves a sutura ou reposicionamento de DIU.

9. Neoplasia intraepitelial cervical e câncer de colo do útero

Alterações pré-cancerígenas ou tumor maligno sangram com facilidade. Procedimentos como LEEP, conização ou ablação tratam lesões pré-invasivas; câncer estabelecido pode exigir cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

10. Neoplasia intraepitelial vaginal e câncer vaginal

Apesar de raros, podem causar sangramento pós-coito, corrimento com odor fétido e dor. O manejo inclui monitoramento, excisão, laser ou medicamentos tópicos para lesões pré-cancerígenas, e radioterapia, cirurgia ou quimioterapia para tumores invasivos.

11. Neoplasia intraepitelial vulvar e câncer vulvar

Lesões próximas à abertura vaginal sangram com o atrito do ato sexual. Excisão local, laser ou tratamentos tópicos abordam a fase pré-cancerígena; casos malignos costumam exigir cirurgia, podendo ser associada a radioterapia ou quimioterapia.

12. Pólipos endometriais, hiperplasia e câncer endometrial

Doenças que afetam o revestimento uterino provocam, sobretudo, sangramento irregular ou pós-menopausa, mas também podem se manifestar após a relação. Pólipos são retirados por histeroscopia; hiperplasia recebe progestógenos ou histerectomia, e o câncer endometrial, tratamento cirúrgico com possível complementação radioterápica ou quimioterápica.

Mulheres que percebem sangramento frequente, volumoso ou associado a qualquer sintoma adicional devem buscar avaliação médica para diagnóstico preciso e definição da melhor terapia.

Com informações de Tua Saúde

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