A intolerância ao glúten, condição que afeta crianças e adultos, provoca principalmente alterações intestinais como gases em excesso, dor abdominal, diarreia ou prisão de ventre. Esses incômodos, porém, também aparecem em outras doenças digestivas, o que dificulta o diagnóstico e exige avaliação médica detalhada.
O que causa o problema
A dificuldade de digerir o glúten — proteína presente em trigo, cevada e centeio — pode estar ligada à doença celíaca ou a uma sensibilidade não celíaca. Quando os sintomas surgem após refeições que incluem esses cereais, a recomendação é procurar orientação profissional para confirmar a origem do desconforto.
Sete sintomas frequentes
Entre as manifestações relatadas, destacam-se:
1. Diarreia crônica ou constipação
2. Inchaço ou distensão abdominal
3. Dor abdominal recorrente
4. Gases ou flatulência
5. Náuseas ou vômitos
6. Sensação de peso após as refeições
7. Fezes pálidas, volumosas ou com odor forte
Outros sinais possíveis incluem perda de peso involuntária, fadiga constante, dores de cabeça, alterações cutâneas, anemia ferropriva, dores articulares, alterações de humor, úlceras na boca, formigamento nas extremidades e redução da densidade óssea.
Primeiras queixas em adultos
Nos adultos, os primeiros sintomas aparecem dias ou semanas após o consumo frequente de alimentos com trigo, cevada ou centeio. Além do inchaço abdominal e da alteração do trânsito intestinal, podem ocorrer fadiga, cefaleia, dificuldade de concentração, queda de cabelo, irritações na pele, dores nas articulações, ansiedade e mudanças no ciclo menstrual. Em casos de sensibilidade não celíaca, as manifestações podem surgir poucas horas depois da ingestão e tendem a desaparecer quando o glúten é retirado da dieta.
Imagem: Internet
Como confirmar o diagnóstico
O gastroenterologista avalia sintomas, histórico pessoal e familiar e costuma solicitar exames de sangue para identificar anticorpos da doença celíaca. Se houver suspeita, pode ser indicada biópsia do intestino delgado. Também são feitos testes para excluir alergia ao trigo. Quando essas condições são descartadas e os sintomas melhoram após a retirada do glúten, considera-se a hipótese de sensibilidade não celíaca, confirmada por dieta de eliminação seguida de reintrodução controlada, sempre com acompanhamento médico.
Adaptação da alimentação
Após o diagnóstico, é necessário excluir da rotina pães, massas, bolos, biscoitos e outros itens preparados com trigo, cevada ou centeio. No mercado já existem diversas opções sem glúten feitas com farinhas de arroz, milho, mandioca, fécula de batata ou quinoa, todas devidamente identificadas no rótulo. A leitura atenta dos ingredientes continua essencial, pois produtos industrializados como salsichas, quibe, cereais matinais, almôndegas, sopas enlatadas e molhos prontos podem conter traços da proteína por contaminação cruzada.
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Com informações de Tua Saúde

