O transplante de pulmão consiste na substituição de um ou dos dois pulmões doentes por órgãos saudáveis, procedimento indicado quando a falência pulmonar impede o órgão de garantir oxigenação suficiente e outras terapias já não surtem efeito.
Quem pode precisar
O pneumologista considera a cirurgia em estágios avançados de doenças como fibrose cística, fibrose pulmonar, sarcoidose, hipertensão pulmonar, linfangioleiomiomatose, bronquiectasia severa e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) grave.
Quando não é recomendada
O transplante é contraindicado em portadores de infecção ativa, histórico de câncer ou doença renal grave. A recusa a mudanças de estilo de vida também pode impedir a cirurgia.
Etapas antes da operação
O processo começa com avaliação médica detalhada para descartar fatores que dificultem o procedimento e medir o risco de rejeição. Quem é aprovado entra em lista de espera, que pode levar de semanas a meses, conforme tipo sanguíneo, tamanho do órgão e gravidade do quadro clínico.
Doação de pulmão
Praticamente todos os órgãos usados vêm de doadores com morte cerebral confirmada por exames neurológicos. São considerados critérios como ausência de doenças pulmonares ou infecções, compatibilidade sanguínea e semelhança de tamanho entre doador e receptor.
Como é a cirurgia
Realizada sob anestesia geral, a intervenção dura até 8 horas quando apenas um pulmão é trocado e até 12 horas em transplantes bilaterais. O cirurgião desconecta vasos sanguíneos e vias aéreas do órgão doente, implanta o pulmão novo e reconecta as estruturas. Em algumas situações, o paciente é ligado temporariamente a equipamento que substitui pulmões e coração.
Imagem: Internet
Pós-operatório
A recuperação demanda, em média, três semanas de internação. Inicialmente, o paciente permanece na UTI ventilado mecanicamente. Medicamentos intravenosos controlam dor, evitam rejeição e previnem infecções. Após alta hospitalar, imunossupressores precisam ser usados por toda a vida, e o acompanhamento com o pneumologista é permanente, sobretudo nos primeiros meses.
Possíveis complicações
Entre os riscos estão rejeição do órgão e infecções facilitadas pelos imunossupressores. Podem ocorrer ainda derrame pleural, hemotórax, pneumotórax, estenose brônquica, tromboembolismo pulmonar, obstrução de vasos e retorno da doença pulmonar original.
Com informações de Tua Saúde

