O infarto fulminante é caracterizado pelo bloqueio súbito do fluxo sanguíneo para o coração, quadro que pode levar à morte súbita entre 1 e 24 horas após o início dos sintomas. Dor no peito com irradiação para braço ou mandíbula, falta de ar intensa e suor frio estão entre os sinais que exigem socorro imediato.
Principais sintomas
Entre as manifestações mais frequentes estão:
• Dor, peso ou queimação no peito, possivelmente irradiando para o braço ou mandíbula;
• Sensação de indigestão;
• Falta de ar repentina;
• Cansaço inesperado;
• Suor frio.
Os alertas podem surgir dias antes do evento agudo. Mulheres e pessoas com diabetes tendem a apresentar sinais mais discretos.
O que fazer diante de suspeita
Ao perceber os sintomas, acione imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pelo telefone 192 ou conduza a vítima ao pronto-socorro mais próximo. Enquanto o auxílio não chega, mantenha a pessoa sentada ou deitada em local arejado, observe batimentos e respiração e, em caso de parada cardíaca, inicie a massagem cardíaca até a chegada da equipe de emergência.
Causas e fatores de risco
O infarto fulminante costuma ocorrer por:
• Obstrução das artérias coronárias por placas de gordura;
• Arritmias malignas que interrompem o ritmo cardíaco.
Imagem: Internet
Fatores que aumentam a probabilidade do problema incluem histórico familiar, idade superior a 45 anos, estresse elevado, hipertensão, diabetes, colesterol alto, sobrepeso, tabagismo e consumo excessivo de álcool. Jovens com alterações genéticas também apresentam risco, pois ainda não desenvolveram circulação colateral capaz de compensar obstruções.
Tratamento hospitalar
No hospital, o atendimento costuma envolver medicamentos anticoagulantes ou antiagregantes, como ácido acetilsalicílico, além de procedimentos para restabelecer o fluxo sanguíneo, a exemplo do cateterismo. Se houver parada cardíaca, a equipe realiza reanimação cardiopulmonar e pode utilizar o desfibrilador. Após estabilização, inicia-se programa de reabilitação física supervisionado.
Prevenção
A melhor forma de reduzir o risco é adotar hábitos saudáveis: praticar atividades físicas – pelo menos 30 minutos de caminhada, três vezes por semana –, manter alimentação rica em legumes, verduras, grãos integrais, frutas e carnes magras, hidratar-se adequadamente e controlar o estresse.
Quando procurar atendimento especializado
Dor intensa no peito que não melhora, falta de ar e suor frio exigem avaliação por cardiologista imediatamente. Na capital paulista, o Hospital São Luiz Itaim, da Rede D’Or, figura entre os serviços de referência em cardiologia.
Com informações de Tua Saúde

