Bebês podem apresentar noites inquietas por fatores que vão de excesso de estímulos no quarto a condições de saúde como cólicas, refluxo ou apneia do sono. Especialistas em pediatria apontam que identificar a causa do problema é fundamental para restabelecer o descanso adequado, que nos primeiros meses de vida chega a 14 h ou 17 h por dia.
O que deixa o sono do bebê agitado
Excesso de estímulos noturnos – Luz alta, ruídos, brincadeiras e telas deixam o bebê desperto. Reduzir a iluminação, fechar cortinas e evitar eletrônicos ajudam a sinalizar o momento de dormir.
Falta de estímulo diurno – Pouca interação durante o dia reflete em maior agitação à noite. Conversas, músicas e brincadeiras nas horas de claridade equilibram o ciclo.
Cólicas – Muito comuns nos três primeiros meses, resultam da imaturidade gastrointestinal ou de gases. Massagens leves na barriga, banho morno e colocar o bebê para arrotar após as mamadas aliviam o desconforto.
Refluxo gastroesofágico – O retorno do alimento do estômago à boca provoca irritabilidade e despertares frequentes. Arrotar o bebê, oferecer a mamadeira devagar e evitar deitá-lo logo após a alimentação reduzem os sintomas; em casos intensos, o pediatra pode indicar fórmulas especiais ou antiácidos.
Apneia do sono – Pausas na respiração ou ruídos semelhantes a roncos exigem avaliação médica. As causas incluem asma, bronquite, amígdalas ou adenoides aumentadas e até pneumonia; o tratamento varia de medicamentos a cirurgia.
Regressão do sono – Entre seis e oito meses, mudanças na rotina ou saltos de desenvolvimento podem causar crises temporárias. Manter ritual fixo com luz baixa, banho morno ou massagem ajuda o bebê a voltar a dormir tranquilo.
Imagem: Internet
Quanto tempo o recém-nascido dorme
No primeiro mês, o sono total varia de 14 h a 17 h diárias, com despertares a cada três ou quatro horas. A partir do quarto mês, quando o organismo passa a produzir melatonina, o total cai para 12 h a 15 h.
O intervalo entre mamadas também interfere: bebês que mamam no peito costumam acordar a cada duas ou três horas; os que usam mamadeira, a cada quatro horas.
Sinais de alerta
Dificuldade constante para dormir, choro persistente, febre, recusa alimentar, vômitos, sangue ou muco nas fezes e dificuldade respiratória devem ser avaliados pelo pediatra para descartar problemas mais graves.
Orientação profissional garante diagnóstico correto e rotinas que favorecem noites mais calmas para o bebê e para a família.
Com informações de Tua Saúde

